Archive for maio, 2010

No primeiro embate eleitoral do ano, PPS vence em Ipatinga (MG)

Publicado porAssessoria de Imprensa | categoria(s): Brasil | em: 31-05-2010

“Com a vitória de Robson Gomes ganha Ipatinga e ganhamos nós do PPS também”, festejou Roberto Freire, presidente nacional do PPS, ao comentar a vitória do vereador Robson Gomes (PPS/ MG) que comandará a prefeitura da cidade mineira de Ipatinga – 10ª maior cidade do estado, com uma população de 244.508 habitantes.

“Participei ativamente da campanha do Gomes quando foi realizada a primeira vez, e foi suspensa pela justiça. Estive lá em Ipatinga na ocasião, e na oportunidade já sentia que a candidatura do Robson era uma candidatura forte, de muito respeito do eleitorado e da sociedade em geral”, explicou Freire que emendou que a vitória agora ‘não foi uma surpresa.

No primeiro embate eleitoral do ano de eleição presidencial o PPS vence em Minas Gerais. Robson Gomes contou com o apoio de 74.809 eleitores e superou Cecília Ferramenta (PT), que teve 51.955 votos.  “Vemos nesta vitória, uma verdadeira pesquisa eleitoral, em uma cidade com total participação de votos, e sem margem de erro, sem votação por amostragem”, afirmou o presidente do partido.

Cassações levaram a nova eleição

Ipatinga convivia com a incerteza política desde a campanha para as eleições de 2008. O então candidato Chico Ferramenta (PT) teve o registro cassado devido a problemas com a prestação de contas em sua passagem anterior pela prefeitura. Chico ainda conseguiu realizar a campanha, por meio de liminar, e venceu o pleito, mas seus votos foram considerados nulos pela Justiça.

O segundo colocado, Sebastião Quintão (PMDB), que disputava a reeleição, foi condenado por abuso de poder durante a campanha e seus votos também foram anulados. A Justiça determinou a realização de nova eleição, enquanto a cidade era administrada pelo então presidente da Câmara Municipal, Robson Gomes (PPS), que agora se elegeu prefeito.

O município do Vale do Aço é nono colégio eleitoral do estado, com 169.753 eleitores, e tem destaque na economia de Minas Gerais. Sedia empresas como a Usiminas, ArcelorMittal e Cenibra. O PIB de Ipatinga é o maior da Região Metropolitana do Vale do Aço e o 71º de todo Brasil. Pertencente à mesorregião do Vale do Rio Doce, fica a 209 quilômetros de Belo Horizonte.

 Luciana de Luca, com dados do Portal do PPS

Roberto Freire na Rádio Capital AM

Publicado porRoberto Freire | categoria(s): sao paulo | em: 31-05-2010

Como convidado fixo do programa, Roberto Freire participa todas as segundas-feiras, sempre das 11 às 13 horas, do Debate Paulo Lopes, na Rádio Capital AM. Acompanhado de mais convidados, entre eles o cantor Silvio Brito, a psicóloga Suzy Camacho, entre outros.

Nesta segunda-feira, 31 de maio, Roberto participa mais uma vez do programa, que trata de assuntos variados, que são destaques na imprensa. Ouça o programa no rádio, na sintonia AM 1040 kHz, ou pelo site http://www.radiocapital.am.br/ .

Veja o vídeo do lançamento da pré-candidatura de Jarbas Vasconcelos ao Governo de Pernambuco

Publicado porRoberto Freire | categoria(s): Eleições, política | em: 28-05-2010

Live video chat by UstreamO Lançamento da pré-candidatura de Jarbas Vasconcelos ao governo do Estado de Pernambuco, foi transmitido ao vivo na sexta-feira (28/05) por vários sites, inclusive aqui no blog do Roberto.

O crime compensa?

Publicado porRoberto Freire | categoria(s): Brasil, política | em: 28-05-2010

Temos um conhecido adágio popular que afirma que o crime não compensa. No entanto, o governo Lula, em seus oito anos de mandato, vem sistematicamente desmentindo essa nossa crença.  No primeiro mandato, tivemos o escândalo do mensalão, artifício usado pela cúpula do PT e de seus principais operadores nos ministérios para construir uma sólida base de apoio ao governo no Congresso Nacional; não em função de comprometimento programático, mas tão somente pela compra pura e simples de parlamentares e partidos, o que contaminou todo o governo. A tal ponto que o procurador geral da República, ao encaminhar sua denúncia ao STF, mencionou “uma sofisticada organização criminosa, especializada em desviar dinheiro público” que tinha se instalado na estrutura do Estado Brasileiro.

No segundo mandato, após uma sucessão de quedas de ministros e desorganização de sua base, tendo como conseqüência imediata a paralisação, ou, na melhor das hipóteses, acentuada lentidão no processo de enfrentamento de nossas angustiantes questões estruturais, políticas e sociais, o governo anunciou o mirabolante PAC. Com pompa e circunstância, no lançamento do programa, o governo prometia um plano de crescimento. Na verdade, não passou de um ajuntamento de obras.

Para desafiar o adágio, o governo lula vem afrontando sistematicamente todos os órgãos fiscalizadores e a própria Justiça brasileira. É o caso do TCU (Tribunal de Contas da União), que fez reiteradas denúncias de superfaturamento das obras do PAC; do Ministério Público, cuja função de defender o interesse público o Planalto insiste em cercear; da legislação ambiental, que desrespeita acintosamente; da Lei de Responsabilidade Fiscal, que desconsiderou com desdém, repassando recurso a estados e municípios não estão cumprindo os seus preceitos.

Por último, o presidente da República, que deveria ser o primeiro homem a cumprir a lei, comporta-se como um criminoso, que infringe de forma sistemática, sem nenhum pudor, a legislação eleitoral do país que governa. Assim demonstram as reincidentes multas que Lula e sua candidata Dilma vêm sofrendo do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) por fazer propaganda eleitoral antes do período previsto em lei.

O programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento informou que sua próxima pesquisa no país será centrada na importância de valores como justiça, paz, honestidade, solidariedade, responsabilidade e consciência, tão importantes na consolidação de uma nação. Este tema impôs-se após uma ampla consulta com 500 mil brasileiros e brasileiras, no Brasil Ponto a Ponto, pesquisa que o Programa da ONU faz para orientar o enfoque de seus trabalhos. Sabemos que uma nação se funda compartilhando valores positivos, nos quais o respeito à justiça é o elemento central de convivência pacífica. Nesse aspecto, a ação dos homens públicos, mormente dos chefes de Estado, exatamente por ser o representante da nação, deve servir de exemplo a todos, fortalecendo a cidadania no compartilhamento desses valores. A questão que se coloca é: nosso presidente tem sido um bom exemplo a ser seguido?

Leia o texto também na versão online do Brasil Econômico – http://www.brasileconomico.com.br/noticias/o-crime-compensa_83738.html

Pernambuco Pode Mais reúne Serra, Jarbas, Freire e Jungmann nesta sexta, 28 de maio

Publicado porRoberto Freire | categoria(s): Brasil | em: 27-05-2010

Os partidos que compõe a aliança em torno da candidatura de Jarbas Vascocelos (PMDB) ao governo de Pernambuco realizam nesta sexta-feira (28), em Recife, um grande ato político com a presença do pré-candidato a presidente José Serra. Batizado de Pernambuco Pode Mais, numa referência ao slogan que vem sendo usado por Serra, o evento reunirá lideranças do PMDB, PSDB, PPS, DEM e PMN. O presidente nacional do PPS, Roberto Freire, e o presidente do partido no estado, deputado federal Raul Jungmann, prestigiam o ato que acontece a partir das 15 horas no  Chevrolet Hall.

Os dirigentes e militantes do PPS faram uma concentração na entrada do centro de eventos a partir das 14 horas. Interessados em participar do ato devem entrar em contato com a direção estadual do partido pelo telefone (81) 3421.1883 ou pelo e-mail: ppspe@pps.org.br.

* Fonte: Portal do PPS

Freire prevê confusão para eleitores nas eleições 2010 e vai a TSE

Publicado porRoberto Freire | categoria(s): Brasil | em: 27-05-2010

Confusão e dúvidas na cabeça dos eleitores durante uma campanha eleitoral que pode apresentar dois candidatos a presidente em um mesmo programa de televisão. É isso que prevê o presidente do PPS, Roberto Freire, que entrou com uma consulta no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sobre os casos em que uma mesma coligação regional tiver presidenciáveis diferentes por causa das neogociações partidárias. Caso emblemático é o do Rio de Janeiro, onde Fernando Gabeira, do PV, tem como candidata Marina Silva, e seus aliados  – PPS, PSDB e DEM – apoiam José Serra. Saiba mais sobre a consulta.

“Essa eleição vem no sentido inverso da tradição de termos campanhas distintas, separadas; uma para presidente da República e outra para governadores e senadores, nos estados”, observou Freire. A minirreforma do ano passado, lembra o ex-senador, trouxe uma inovação “que não nos dá muita segurança, porque não é clara; por exemplo, se não há mais verticalização, se pode ter contradições entre alianças estaduais e as promovidas em nível nacional”. Freire questiona a forma como serão resolvidos esses problemas. “Pode participar somente o presidenciável da preferência do candidato a governador? E o do vice, do senador? Como isso vai ser dirimido?”

Antes da campanha

O PPS decidiu procurar o TSE antes das eleições para que essas respostas possam ser dadas antes da campanha e “com esses dados poderemos discutir melhor as alianças nos estados que, porventura, possam ser distintas das nacionais”.  O partido, disse Freire, vem discutindo possibilidades de alianças nos estados nas quais os parceiros nacionais, para a disputa da Presidência da República, seriam distintos.  “Existem casos mais difíceis de alianças nos estados, nas quais há partidos que apoiam ambos os candidatos – Serra e Dilma. Isso é muito complicado. Terá de ser definido pelo TSE”.

Os eleitores poderão ficar muito confusos com um candidato que apóia ou tem apoio de Serra e Dilma. “Mas quem mandou fazer a lei? Acho que foi um certo oportunismo, já que foi fruto de uma emenda do PT, que pensava ser bom para aproveitar a popularidade de Lula e não viu que criava uma complicação para o eleitorado”. Uma candidatura majoritária no estado com candidatos diferentes, diz o ex-senador, não deverá privilegiar apenas um. “Não me parece ser o espírito da lei”.

* Texto de Valéria de Oliveira (PPS)

Dilma teve que assumir discurso da oposição para escapar de saia justa na CNI, diz Freire

Publicado porRoberto Freire | categoria(s): Brasil | em: 26-05-2010

* Foto Milton Michida

O presidente do PPS, Roberto Freire, disse que a pré-candidata do governo, Dilma Roussef, teve de assumir um discurso de oposição para conseguir sair da saia justa que lhe impôs o diagnóstico elaborado pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) sobre a situação do país. O documento foi apresentado antes da exposição do ex-governador José Serra e da senadora Marina Silva, além de Dilma, em encontro promovido pela entidade nesta terça-feira. “Foi um verdadeiro libelo contra a política econômica do governo Lula”, afirmou Freire.

O ex-senador ironizou a declaração da ex-ministra de que a situação tributária do Brasil é caótica. “É de se perguntar o que (PT e seus aliados) fizeram, em oito anos no governo, para evitar que chegássemos a esse quadro. Será que é culpa de Fernando Henrique Cardoso? Ora, é preciso respeitar a inteligência da sociedade brasileira”, protestou Freire. Para ele, à candidata só restou concordar com a oposição porque os empresários, diplomaticamente, afirmaram que o Brasil surfou numa onda internacional excelente, mas o governo não se preocupou em construir as bases para um crescimento maior e melhor para.

Investimentos

“O governo falhou totalmente nisso; não cuidou do estrangulamento da infraestrutura, não fez investimentos, por causa da burocracia, não foi capaz de atender à demanda por formação de mão-de-obra; foi omisso na área educacional, enfim, foi um desastre”, disse Freire. Ao analisar dados da economia brasileira, alertou ele, é que se vê que o país começa a ter problemas nas contas externas, na balança comercial, “que ele está se deindustrializando, voltando a adotar um modelo primário-exportador”. A “caótica” realidade tributária à qual se referiu Dilma Roussef é, na opinião de Freire, apenas mais um dos graves problemas nacionais.

Para reverter essa situação, disse Freire, é necessário um presidente como José Serra, que lidera uma força de oposição, e que tem coragem para “colocar o dedo na ferida e assumir que esse modelo vai ter que ser mudado”. O país, diz Freire, precisa de uma política industrial, fazer poupança para ter condições de investir e gerar emprego e renda. O ex-senador salientou ainda que é urgente uma preocupação “em não lotear o aparelho estatal, em não ter gastos excessivos, suntuosos e em ter uma política de austeridade em vez do inchaço da máquina administrativa”.

Esse novo Brasil, diz Freire, deve ter também desenvolvimento sustentável. “A presença de Serra no evento da CNI foi marcante; O que deu para perceber é que ele demonstrou aos empresários que assistiram o encontro que é o mais capaz, o mais competente e o que tem mais espírito público, portanto é o melhor para a Presidência do Brasil”.

* Texto: Valéria de Oliveira (PPS)

Em debate promovido pelo Estadão, Freire acusa: ‘Lula não quis levar adiante a reforma política’

Publicado porRoberto Freire | categoria(s): Brasil | em: 25-05-2010

“Até por uma questão numérica, o financiamento público é melhor. Hoje são milhares  de candidatos para a justiça fiscalizar. Com o financiamento público são apenas 30 partidos”. A declaração é de Roberto Freire, em reportagem publicada no “O Estado de S.Paulo”, desta terça-feira, sobre o debate promovido pelo jornal na sexta-feira anterior, pelo jornal, que reuniu dez partidos políticos com assento na Câmara dos Deputados.

O Encontro debateu o Ficha Limpa e sua aplicação prática já para as eleições de 2010. O projeto aguarda sanção do  presidente Lula. O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral que coletou as assinaturas para apresentação do projeto, volta as suas atenções para a reforma partidária. Dentro dela, o financiamento público de campanha foi unamidade entre os representantes dos partidos.

O mesmo não aconteceu em relação ao papel de liderança do presidente no processo, defendido por Freire. O presidente nacional do PPS criticou Lula e os governos anteriores por não se empenharem para fazer a reforma.

Para Freire, eles não quiseram comprar a briga da aprovação da proposta um tema não consensual entre os parlamentares. “Não é que o presidente não queira, mas ele pensa assim: por que vou dividir a minha base? Assim, Lula não quis levar adiante a reforma”, disse.

Leia a matéria do Estadão e ouça a íntegra do debate: http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,ficha-limpa-como-inicio-da-reforma-politica,556150,0.htm

Texto: Silvano Tarantelli

Milhares de jovens ouvem Freire em palestra

Publicado porRoberto Freire | categoria(s): Brasil | em: 24-05-2010

* Fotos: Milton Michida

Roberto Freire falou neste domingo para cerca de quatro mil jovens na Zona Oeste de São Paulo, a convite da Associação Educar para a Vida, dirigida pelo médico e deputado estadual Marcos Zerbini e sua mulher Cleuza. Foram duas palestras, às 7h e às 10h, reunindo a cada uma delas aproximadamente dois mil jovens. 

O casal dirige com outros moradores a Associação dos Trabalhadores Sem Terra de São Paulo (ATST), que conduz um movimento por moradias, que já existe há mais de 20 anos, e reúne atualmente 17.500 famílias. Freire discorreu sobre o tema Liberdade, objeto da reunião dos jovens. 

O presidente nacional do PPS disse que a política está em crise e que o mundo passa por mudanças. Ele deu o exemplo da recente descoberta de cientistas americanos que conseguiram o feito de criar vida artificial através de uma bactéria, “como uma descoberta inédita que indica o progresso da ciência, mas que também é motivo de preocupação”. 

Se referindo indiretamente ao tema liberdade, Roberto Freire recordou o período de exceção que o país atravessou, em uma época hoje distante para os jovens que assistiam a palestra. 

Falou sobre o exílio e o associou à situação enfrentada no passado pelo pré-candidato a presidente da República, José Serra, que precisou abandonar o país e se exilar no Chile. “A ninguém é permitido impor sua verdade. Todos têm que fazer as suas escolhas livremente. Serra passou por isso, foi perseguido e teve de abandonar o país. O exílio é uma prisão sem grades”, disse o presidente do PPS. 

Para ilustrar as mudanças pelas quais o mundo está atravessando, Freire citou o texto que serviu como guia do tema debatido, assinado pelo padre Julián Carrón, que dirige o movimento católico Comunhão e Liberdade, inspirador das iniciativas da Associação Educar para a Vida. Nele se conta a parábola bíblica do filho pródigo, no qual são mencionadas as cidades de Alexandria, hoje Istambul, e de Éfeso, na Grécia. 

“Estive nessa cidade grega de ruínas belíssimas e que me impressionou muito porque no passado era um cidade litorânea e hoje se encontra a centenas de quilômetros do mar. Isso demonstra que o mundo também mudou fisicamente”, disse Freire, que ao final foi bastante aplaudido pelos jovens. 

A Associação Educar para a Vida foi criada para possibilitar aos jovens cursar universidades privadas por não ter acesso às universidades públicas. Reúne cerca de 60 mil estudantes que recebem bolsas de estudo, de 20% a 60%, negociadas pela associação, que oferece ainda um convênio médico para 25 mil associados, além do movimento por moradias. 

No intervalo entre uma e outra palestra, Marcos Zerbini acompanhou Roberto Freire a uma visita ao Bairro de Peruche, onde a Associação dos Moradores Sem Terra de São Paulo, constrói  moradias em regime de financiamento a baixo custo. A ATST faz a compra coletiva de áreas de terra e orienta os futuros moradores a juntar dinheiro para construírem no loteamento.* Texto: Silvano Tarantelli

Serra exalta participação do PPS na campanha e diz que o partido também “pode mais”

Publicado porAssessoria de Imprensa | categoria(s): Brasil | em: 21-05-2010

Foto: Sérgio Andrade

O pré-candidato à Presidência, José Serra, disse nesta sexta-feira, na reunião do Diretório Nacional do PPS, em São Paulo, que sua eventual vitória nas eleições de outubro é apenas o “ponto de partida, não de chegada de um grupo ou de uma pregação, para chegar no governo e fazer o contrário ou negar tudo aquilo, é para exercer a vitória no primeiro dia do exercício da coerência com a vida pública, que é o que está faltando no nosso país. Por isso, não é só o Brasil que pode mais, o PPS também pode mais e vai ajudar o Brasil a ter mais”.

Depois de receber das mãos do presidente do PPS, Roberto Freire, o documento contendo as sugestões elaboradas pelo partido à sua pré-candidatura à Presidência da República, o ex-governador de São Paulo José Serra falou sobre política, economia, educação e, claro, da sua ligação com o antigo PCB (Partido Comunista Brasileiro).

O pré-candidato destacou a importância do Partidão, antecessor do PPS, e as contribuições de seus aliados e militantes para o desenvolvimento cultural e artístico do Brasil.

Críticas à economia

Depois de sublinhar o caráter nacional do PCB e a contribuição deixada à cultura nacional, José Serra criticou o atual modelo econômico que, a exemplo dos anos 1930, está voltado para a exportação de commodities.

Serra também se referiu ao governo federal  ao falar da falta de empenho para o desenvolvimento do setor produtivo. Ele disse que até 1980 o Brasil estava entre as economias mais dinâmicas do mundo, mas que esse modelo entrou em crise com os mais de 15 anos de hiperinflação. De acordo com Serra, o Brasil ficou à deriva e só se recuperou economicamente com a estabilidade proporcionada pelo Plano Real, apesar de nos últimos sete anos ter feito a opção pela “desnacionalização da produção” pela volta da exportação de produtos primários e a importação de manufaturados.

“Não fomos capazes de gerar bons empregos em modelo de industrialização baseado no mercado externo”, disse Serra, ao afirmar que é “candidato [à Presidência] ligado a produção”. O pré-candidato também falou sobre parlamentarismo, da supremacia do Executivo em relação ao Legislativo provocada pelo presidencialismo e ainda criticou as mudanças de última hora na legislação eleitora. “Pior que agora, impossível”, desabafou.

Patrimonialismo

Sem citar partidos ou mesmo nomes, José criticou a prática do patrimonialismo que tomou conta do Estado brasileiro. “Tivemos nos últimos tempos um aprofundamento do patrimonialismo, que voltou na sua plenitude. Estamos no momento mais patrimonialista da nossa história”, afirmou o pré-candidato.

Serra atacou também a política de juros e a carga tributária – “os mais altos do mundo” – e disse que hoje os estados e municípios investem mais do que o governo federal. “É praticamente insignificante o que o governo federal investe”, disse, ao chamar a atenção para o fato de o governo federal tem contabilizado crédito a diversos setores da econômica e ao cidadão como investimento.  

Por: Luís Zanini e William Passos (PPS)