Em debate promovido pelo Estadão, Freire acusa: ‘Lula não quis levar adiante a reforma política’

Publicado por Roberto Freire | Categoria(s): Brasil | Em: 25-05-2010

“Até por uma questão numérica, o financiamento público é melhor. Hoje são milhares  de candidatos para a justiça fiscalizar. Com o financiamento público são apenas 30 partidos”. A declaração é de Roberto Freire, em reportagem publicada no “O Estado de S.Paulo”, desta terça-feira, sobre o debate promovido pelo jornal na sexta-feira anterior, pelo jornal, que reuniu dez partidos políticos com assento na Câmara dos Deputados.

O Encontro debateu o Ficha Limpa e sua aplicação prática já para as eleições de 2010. O projeto aguarda sanção do  presidente Lula. O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral que coletou as assinaturas para apresentação do projeto, volta as suas atenções para a reforma partidária. Dentro dela, o financiamento público de campanha foi unamidade entre os representantes dos partidos.

O mesmo não aconteceu em relação ao papel de liderança do presidente no processo, defendido por Freire. O presidente nacional do PPS criticou Lula e os governos anteriores por não se empenharem para fazer a reforma.

Para Freire, eles não quiseram comprar a briga da aprovação da proposta um tema não consensual entre os parlamentares. “Não é que o presidente não queira, mas ele pensa assim: por que vou dividir a minha base? Assim, Lula não quis levar adiante a reforma”, disse.

Leia a matéria do Estadão e ouça a íntegra do debate: http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,ficha-limpa-como-inicio-da-reforma-politica,556150,0.htm

Texto: Silvano Tarantelli

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