Freire prevê confusão para eleitores nas eleições 2010 e vai a TSE

Publicado por Roberto Freire | Categoria(s): Brasil | Em: 27-05-2010

Confusão e dúvidas na cabeça dos eleitores durante uma campanha eleitoral que pode apresentar dois candidatos a presidente em um mesmo programa de televisão. É isso que prevê o presidente do PPS, Roberto Freire, que entrou com uma consulta no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sobre os casos em que uma mesma coligação regional tiver presidenciáveis diferentes por causa das neogociações partidárias. Caso emblemático é o do Rio de Janeiro, onde Fernando Gabeira, do PV, tem como candidata Marina Silva, e seus aliados  – PPS, PSDB e DEM – apoiam José Serra. Saiba mais sobre a consulta.

“Essa eleição vem no sentido inverso da tradição de termos campanhas distintas, separadas; uma para presidente da República e outra para governadores e senadores, nos estados”, observou Freire. A minirreforma do ano passado, lembra o ex-senador, trouxe uma inovação “que não nos dá muita segurança, porque não é clara; por exemplo, se não há mais verticalização, se pode ter contradições entre alianças estaduais e as promovidas em nível nacional”. Freire questiona a forma como serão resolvidos esses problemas. “Pode participar somente o presidenciável da preferência do candidato a governador? E o do vice, do senador? Como isso vai ser dirimido?”

Antes da campanha

O PPS decidiu procurar o TSE antes das eleições para que essas respostas possam ser dadas antes da campanha e “com esses dados poderemos discutir melhor as alianças nos estados que, porventura, possam ser distintas das nacionais”.  O partido, disse Freire, vem discutindo possibilidades de alianças nos estados nas quais os parceiros nacionais, para a disputa da Presidência da República, seriam distintos.  “Existem casos mais difíceis de alianças nos estados, nas quais há partidos que apoiam ambos os candidatos – Serra e Dilma. Isso é muito complicado. Terá de ser definido pelo TSE”.

Os eleitores poderão ficar muito confusos com um candidato que apóia ou tem apoio de Serra e Dilma. “Mas quem mandou fazer a lei? Acho que foi um certo oportunismo, já que foi fruto de uma emenda do PT, que pensava ser bom para aproveitar a popularidade de Lula e não viu que criava uma complicação para o eleitorado”. Uma candidatura majoritária no estado com candidatos diferentes, diz o ex-senador, não deverá privilegiar apenas um. “Não me parece ser o espírito da lei”.

* Texto de Valéria de Oliveira (PPS)

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