Em nome do PPS, Roberto Freire pede à PGR investigação sobre caixa 2 na campanha de Dilma

Publicado por Roberto Freire | Categoria(s): Brasil | Em: 11-06-2010

O PPS protocolou, na quinta-feira (10/06), na Procuradoria-Geral da República (PGR), pedido de investigação (confira íntegra abaixo) sobre a denúncia de caixa dois na campanha de Dilma Roussef, conforme publicou o jornal “O Estado de São Paulo”, no último dia 8. “Fundamental é que a procuradoria aja, investigue, senão vamos nos transformar na república da impunidade de tudo o que for relacionado com Lula e com Dilma”, disse o presidente do partido, Roberto Freire, que assina o pedido.

Segundo informou o Estadão, o empresário Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, dono da Gráfica Brasil e da Dialog Comunicação e Eventos teria faturado R$ 214,4 milhões em contratos com o governo federal. Agradecido com tantos contratos que abocanhou no governo, “Bené” teria se tornado um financiador da campanha da ex-ministra. Ele seria responsável por negociar com arapongas para que produzissem dossiês contra José Serra, candidato do PSDB e também por cuidar das finanças e da estrutura montada em Brasília para a pré-campanha.

Papel de bobos
Freire alerta para o fato de esse não ser o primeiro episódio de desrespeito à legislação e às instituições do país. “Isso é grave. Mal começou a campanha e já se tem suspeita de caixa dois na campanha de Dilma. Não estou acusando, mas pedindo que se investigue para que a cidadania brasileira não fique fazendo papel de boba”.

Para o presidente do PPS, o processo eleitoral pode ficar comprometido. “O presidente da República e sua candidata fazem o que lhes dá na telha”. Para Freire, esse comportamento que Lula e Dilma vêm tendo é muito ruim para a democracia. “Já está muito ruim quando se tem um presidente que debocha da Justiça, das punições que recebe”.

Na opinião de Freire, a sociedade precisa ter respostas, “e a candidata do governo não dá resposta alguma; não quer nem participar de sabatina, muito menos explicar os malfeitos do seu comitê”.

* Por Valéria Oliveira

Veja a íntegra do pedido de investigação

PARTIDO POPULAR SOCIALISTA
Diretório Nacional
Exmo. Sr. Procurador-Geral da República

Dr. Roberto Monteiro Gurgel

O Partido Popular Socialista, com registro definitivo no Tribunal Superior Eleitoral, por seu Presidente Nacional, Roberto Freire, brasileiro, advogado, inscrito na OAB/PE sob o n.º 2.854, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência para oferecer a presente representação e solicitar ao Ministério Público Eleitoral a investigação sobre os fatos a seguir narrados:

Segundo reportagem do jornal O Estado de São Paulo, publicada no dia 08 de junho de 2010, o empresário brasiliense Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, conhecido pela antonomásia de “Bené”, teria ficado rico no governo do PT.

Desde 2004, as duas principais empresas da família de “Bené”, a Dialog e a Gráfica Brasil, teriam faturado R$ 214,4 milhões em contratos com o governo federal. Até então, o faturamento da gráfica junto ao governo seguia a média das concorrentes brasilienses. Naquele ano, a empresa fundada em 1974 pelo pai de Bené, Romeu de Oliveira, teria recebido do governo R$ 95 mil. A Dialog, àquela altura, estaria iniciando suas atividades.

De repente, a gráfica teria passado a abocanhar sucessivos contratos em 19 ministérios e na Presidência da República que, de lá para cá, somam R$ 138 milhões. A novata Dialog, dois anos após abrir as portas, começou a trilhar o caminho da coirmã e, desde então, já faturou R$ 76,3 milhões.
Ainda segundo a reportagem, o dito empresário – tão bem aquinhoado por contratos com o Governo Federal – teria se tornado uma espécie de financiador do comitê da pré-candidata do Partido dos Trabalhadores à Presidência da República, a ex-ministra Dilma Rousseff.

Supostamente, “Bené” seria o encarregado de cuidar das finanças e da logística da estrutura montada em Brasília para servir à pré-campanha petista. O empresário teria participado ainda de supostas negociações com os arapongas que teriam sido contratados pelo comitê para produzir dossiês contra os adversários de Dilma, como foi amplamente divulgado pela mídia nacional.

Ocorre que a reportagem não explicita a forma como estaria sendo feito este financiamento, deixando subentendido que se trataria de um financiamento informal. Ou seja, há uma forte suspeita de utilização de “caixa dois” pelo Partido dos Trabalhadores para o financiamento da pré-campanha de Dilma Rousseff à Presidência da República.

Diante da suspeita de utilização de caixa dois pelo Partido dos Trabalhadores, o Partido Popular Socialista vem à presença de V. Exa. para requerer a instauração de procedimento administrativo para a investigação dos fatos acima narrados e, sendo confirmados, que o Ministério Público Eleitoral tome as providências cabíveis à espécie.

Termos em que pede deferimento.

Brasília,09 de junho de 2010.

Roberto Freire
Presidente Nacional do PPS

Comentários

Temos (3) comentários para Em nome do PPS, Roberto Freire pede à PGR investigação sobre caixa 2 na campanha de Dilma

  1. Parabéns pela atitude cidadã! será que a população pode mover uma ação pública pedindo a investigação também ? ou apenas partidos ? agradeço pelo seu zelo por nosso Brasil !

  2. Eu acho que o PPS é um partido do futuro não só por causa pelo presidente Roberto Freire, mas sim pelas tantas lutas em prol ao povo em favor dos mais carentes inclusive. Nós Policiais que temos míseros salários queremos ‘Serra na cabeça’. Só assim teremos mais , mais o que comer e dar aos nossos filhos e netos. Obrigadu pelo espaço. Assinado João I-III Insp de Policia Rodoviária Federal ( DPRF MJ Brasil )

  3. Gostei muito do apoio do PPS à candidatura de “José Serra”(PSDB), com certeza, agora vomos reconhecer o trabalho de Roberto Freite, um homem dedicado a nossa Nação. O PPS, por ser um partido decente e diferenciado de todos outros, vem em sua trajetórias em lutas em prol de todos brasileiros buscando novos caminhos principalmente para os mais necessitados. Creio que os funcionários públicos se quiserdes um bom governo votarão em “Serra”, presidente. Muito obrigado por essa valiosa oportunidade. RR.SANTOS – SEFAZ

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