Sessão Solene homenageia a mais antiga instituição financeira do país

Publicado por Roberto Freire | Categoria(s): Brasil, Cidadania, política | Em: 17-06-2010

Na segunda-feira passada, 14/6, tive a imensa satisfação de participar de Sessão Solene na Assembléia Legislativa, convocada pelo deputado estadual Davi Zaia, presidente do PPS no Estado de São Paulo, em homenagem à Mongeral Aegon, empresa de seguros e previdência, que completou 175 anos de existência em 2010.

A Mongeral, fundada em 1835,  é a quarta empresa do país e a primeira instituição financeira em continuidade, mais antiga ainda que o Banco do Brasil, que apesar de ter sido fundado em 1808, foi extinto em 23 de setembro de  1819, devido a dificuldades financeiras, para ser  recriado em 1853, com a aprovação da Lei 638.

As outras empresas, coincidentemente, são jornais tradicionais, como o “Diário de Pernambuco” (1825), de meu Estado natal, o “Jornal do Comércio”(1927) e o “Monitor Campista”, de Campos dos Goitacazes, Rio de Janeiro (de 1834, mas que, infelizmente, fechou as suas portas em novembro do ano passado).

Com o encerramento das atividades do Monitor Campista, a terceira empresa mais antiga do Brasil, passou a ser a Moinhos Unidos do Brasil, do setor alimentício, com sede no Paraná

A Mongeral também é umas das mais antigas instituições empresarias do mundo.

A solenidade marcou a minha estréia na tribuna da Assembléia Legislativa. Nos 32 anos em que exerci mandatos parlamentares como deputado federal e senador, essa foi a primeira vez que discursei no plenário do Legislativo paulista.

Falar daquela tribuna de um legislativo que nos anos da redemocratização serviu de palco das reuniões da oposição ao regime militar, foi bastante especial.

Em um país onde as empresas têm pouca tradição de continuidade, a Mongeral é um exemplo de que é possível manter-se em atividade e continuar se renovando, o que é muito importante diante da necessidade que temos de fortalecer as nossas instituições.

Nesse caso, tradição, que normalmente está associada a algo reacionário, torna-se na realidade bastante positivo.

Durante a sessão solene, foi lançado o livro “Mongeral Aegon – 175 anos de história”, que conta a história da empresa relacionando-a com diversos fatos históricos ocorridos em quase dois séculos de existência, da Monarquia à República, passando por diversas crises políticas e econômicas.

Mas o que causa “perplexidade”, como bem lembrou o presidente do Conselho da Mongeral, Nilton Molina – e também ressaltou o autor da homenagem, o deputado Davi Zaia – é o ineditismo e a visão dos fundadores de uma empresa, cujo objeto é a previdência, em uma época em que o tema sequer era debatido.

Nesse sentido, a Mongeral é a própria história da previdência no Brasil e tema de intensa relevância e atualidade para os brasileiros.

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