Aprovação no voto

Publicado por Assessoria de Imprensa | Categoria(s): Brasil | Em: 18-06-2010

O voto está no DNA da democracia. É seu motor. Uma jornada no caminho do regime democrático, para aquele que pretende representar dezenas, centenas, milhares, milhões, é longa, cheia de aprendizagem, derrotas, vitórias, surpresas, alegrias, decepções…

Mas, acima de tudo, de acúmulo de experiência. Escrever uma história de trajetória política é viver imerso no mundo do contraditório, do consenso, da busca de soluções por meio do diálogo, da disputa, respeitando as diferenças e convivendo com as adversidades.

É preciso viver para adquirir sabedoria; subir degraus. Não há outro meio.

Estou desde a adolescência no caminho da política. Briguei pela reforma agrária no Pernambuco, ao lado de Gregório Bezerra; fui candidato a prefeito; me elegi deputado estadual; por cinco mandatos fui deputado federal, uma vez senador, e me candidatei, em 1989, a presidente da República; sou presidente do meu partido e pretendo disputar novos mandatos.

Não sei tudo de política, mas sei muito; ao longo do caminho, formei convicções, mudei, militando, lendo, ouvindo os eleitores, reunindo companheiros – trabalhadores rurais, operários das fábricas, intelectuais – em torno das soluções que eu acreditava e das que eles apontavam como mais acertadas e sensatas.

Submeti-me a sete eleições, para que as pessoas pudessem analisar o que eu pensava, propunha e fizera. Eleito ou reeleito, coloquei em prática as ideias que eu acreditava e que os companheiros, eleitores e eu elaboramos no caminho. Voltei às urnas.

Não houve um mandato igual ao outro, nem eleição que não diferisse da anterior. Com cada experiência acrescentei um trecho de vida à minha biografia, à minha vida, à minha capacidade de fazer acontecer.

Ao olhar minha história, vejo o quanto a experiência, a vivência são fundamentais na vida de um político. Assim compreendo, também, a capacidade dos homens públicos que prezam pela responsabilidade, que têm capacidade de ousar, que não buscam o poder pelo poder, para garantir o domínio da máquina e manter aninhadas forças políticas com as quais assaltaram a máquina administrativa.

Essa é a diferença básica, gritante, entre as duas principais candidaturas a presidente da República. José Serra veio do voto para ocupar a presidência da União Nacional dos Estudantes, para deputado federal, senador, ministro, prefeito de São Paulo e governador do estado.

Tem a experiência das tarefas que assumiu e a humildade de voltar às urnas e renovar-se na democracia. Ao contrário, o único voto que a candidata Dilma, do PT, recebeu em sua trajetória política foi a “dedada” de seu chefe.

Pode ser que eles não dêem a devida importância à prática democrática e prefiram apostar no marketing. Mas o Brasil não vive de propaganda, e retomou sua democracia com esforço, luta e cidadania, do Congresso e de grandes lideranças políticas – embora o PT tenha insistido em ficar fora da maioria dos passos dessa história.

José Serra não apenas sabe fazer. Não apenas é o melhor, mas também aquele de que o Brasil mais precisa.

Leia o texto também na versão online do Brasil Econômico http://www.brasileconomico.com.br/noticias/aprovacao-no-voto_85136.html

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