Histórico de luta de Serra pela democracia foi decisivo para PPS apoiá-lo, ressalta Freire

Publicado por Roberto Freire | Categoria(s): Brasil, Eleições | Em: 29-06-2010

Além de ratificar uma decisão que já havia sido tomada um ano antes, quando o PPS decidiu em Congresso Nacional apoiar um candidato do PSDB na corrida ao Palácio do Planalto que, na época, não estava definido, a Convenção Nacional realizada no último fim-de-semana serviu para mostrar ao país que o apoio a José Serra se justifica pela sua luta pela democracia.

O ex-governador de São Paulo foi presidente da UNE (União Nacional dos Estudantes) e integrou o movimento das “Diretas Já”. Combateu a repressão e a tortura durante o regime militar no Brasil. Por causa de suas ações em prol dos direitos humanos foi perseguido e teve de exilar no Chile e nos Estados Unidos.

Outro aspecto que levou o PPS a se unir ao ex-ministro foi o histórico de sucesso na luta e execução de políticas sociais. Serra é o criador dos medicamentos genéricos e do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

No dia em que anunciou ao país, durante evento em Brasília, que iria partir para o desafio de tentar governar o país, o tucano reiteradas vezes demonstrou seu apreço pela democracia, ideal pelo qual luta há muito. E um trecho do seu discurso chamou a atenção de todos.

“Acredito que a  democracia é o único caminho para que as pessoas em geral, e os trabalhadores, em particular, possam lutar para melhorar de vida”.

Para o presidente nacional do PPS, Roberto Freire, é este o diferencial que convenceu o partido a formalizar esta aliança.

“É muito fácil de justificar esse apoio do PPS ao Serra. É talvez o líder mais preparado para enfrentar dificuldades que virão pela frente. Ele (Serra) tem uma longa trajetória de aliança conosco, ele na AP (Ação Popular); e nós no velho Partidão. Portanto, nada indica que não seja uma boa aliança”, declara.

Freire admite que a campanha eleitoral não será fácil por causa dos métodos de disputa já usados pelos adversários.

“Precisamos estar unidos para enfrentar esse governo porque não vai ser fácil a eleição, até porque essse governo não tem limites”, diz.

Texto de William Passos (PPS)

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