Freire: Dilma não sabe o que quer; troca programas e corre de debates

Publicado por Assessoria de Imprensa | Categoria(s): Educação, política | Em: 06-07-2010

“É um momento difícil da candidata (Dilma Roussef), porque isso revela uma grande fragilidade dela. O que se pode esperar de uma pessoa que entrega um programa como o seu e em menos de 24 horas muda questões bastante polêmicas? Ela não sabia o que assinou ou não leu o que entregou?”. Assim reagiu o presidente nacional do PPS, Roberto Freire, sobre a atitude da coordenação da campanha petista de trocar as propostas de governo entregues no TSE (Tribunal Superior Eleitoral)

Para Roberto Freire, o fato é “tremendamente preocupante” porque deixa a dúvida: “como confiar em uma pessoa que, primeiro, não sabe explicar à sociedade por que quer ser presidente da República”. Ela se negou a responder essa questão enviada aos presidenciáveis pelo jornal “O Globo”. “Se ela está disputando o cargo, a sociedade quer saber quais são suas efetivas intenções, o que ela pretende..”

Programa

A troca de propostas no TSE, diz Freire, é um fato inédito. “Não foi uma correção ortográfica; é uma mudança de conteúdo significativa. O programa foi ela que assinou, deu entrada no tribunal; pior ainda, se ela reconhece que não eram aquelas as propostas, por que deu entrada?” Para Roberto Freire, “é incrível como alguém entrega um compromisso, propostas de governo e, em menos de 24 horas, o recusa, sob o argumento de que não era seu”.

Na avaliação de Freire, a troca de programas é tão grave quanto o fato de a candidata se negar a debater. “A gente não sabe o que ela pensa; é gravíssimo ter uma candidata a presidente na qual nós não podemos ter confiança no que ela pensa, porque num dia diz uma coisa, assina uma coisa, entrega uma coisa ao tribunal e logo depois desiste de parte significativa do que está lá!”.

Soberba

Freire criticou também a soberba da candidata e de sua coligação, porque ela afirmou que seu grupo era o único capaz de acabar com a pobreza. “Passaram oito anos no poder e não acabaram; diminuíram porque ela vinha diminuindo há muito tempo; se voltasse para traz seria um desastre, o cúmulo do absurdo”. Freire lembrou que na educação e na segurança pública, por exemplo, o país tem resultados calamitosos; na saúde, a própria Dilma admitiu a má qualidade do SUS (Sistema Único de Saúde) atualmente.

Humilhação na Guiné

Ao falar sobre sobre a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Guiné Equatorial, Freire lamentou que o país teve “a maior humilhação que um presidente do Brasil já sofreu”. O ex-sendor observou que Lula foi “censurado, calado, por um ditador de quinta categoria; e quem reagiu foram os jornalistas brasileiros, os quais quero, inclusive, saudar”.

Para Roberto Freire, o Itamaraty cometeu “o maior erro de toda sua história: submeter o presidente da República a essa humilhação”. O presidente da Guiné Equatorial, Obiang Nguema Mbsogo está há 31 anos no poder e comanda o país com mãos de ferro. Entretanto, após assinar acordos comerciais, Lula divulgou um acordo no qual garante que a administração da Guiné é comprometida com “a democracia e o respeito aos direitos humanos”.

Ao comentar essa declaração, Freire afirmou: “Não é possível; só pode ser insensatez”. Mbsogo é acusado por organizações internacionais de perseguir opositores, fraudar eleições e violar os direitos humanos; o presidente é um dos mais ricos do mundo.

Texto de Valéria de Oliveira (PPS)

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