Archive for outubro, 2010

O Brasil e seu futuro

Publicado porAssessoria de Imprensa | categoria(s): Brasil, Cidadania, Economia, Eleições, campanha | em: 29-10-2010

Publicado no Brasil Econômico em 29/out/2010

No próximo domingo, seremos mais uma vez chamados a responder a uma questão essencial: que futuro queremos para nosso país, depois de oito anos de um governo que não fez nenhum avanço nas necessárias reformas democráticas do Estado (política, tributária, educacional etc.), por desídia ou oportunismo, e que apenas se refestelou nas conquistas de governos passados, aproveitando-se de uma situação econômica passageira na economia mundial.

Não estaremos apenas escolhendo um novo presidente entre dois candidatos, mas que país queremos ser! Um país cuja população mais pobre deva continuar dependendo do Bolsa Família ou um país que garanta aos seus filhos educação de qualidade e formação técnica capaz de torná-los cidadãos, por meio do trabalho e da repartição da riqueza socialmente produzida?

Um país maravilhoso na propaganda governamental ou um país que procura realizar seu projeto de nação enfrentando efetivamente suas precárias condições sociais, ao buscar resolver, de uma vez por todas, a criminosa questão da falta de saneamento e água tratada para metade de nossa população?

Um país que depende basicamente de produzir e exportar matérias-primas, como hoje, ou um país capaz de produzir conhecimento e uma indústria importante de manufaturados, ampliando nossa participação no comércio mundial?

Um país preso a uma das mais altas taxas de juros do mundo ou um país dotado de uma política macroeconômica que imponha uma política fiscal responsável, que garanta os instrumentos necessários para a redução dos juros e uma política cambial competitiva?

Um país preso a uma política que mantém e garante a manutenção de oligarquias de um passado que não passa ou um país moderno, com uma sociedade civil ativa que controla o Estado e participa de suas realizações?

Um país que ameaça a liberdade de opinião e de imprensa ou um país que tem nessas liberdades o fundamento de uma sociedade democrática, plural e livre, capaz de escolher seus caminhos por meio da democracia representativa, tendo na mídia um aliado na fiscalização do Estado?

Um país cuja política externa é voltada para a realização da concepção ideológica de um partido ou um país cuja política externa é voltada para preservar os interesses nacionais, comprometida com a ampliação da democracia, da autodeterminação dos povos e garantia dos fundamentais direitos humanos, colocando-se contra qualquer tipo de ditadura?

Um país cujo presidente confronta os poderes instituídos da República, ou um país onde Executivo, Legislativo e Judiciário respeitam-se mutuamente e cumprem suas funções constitucionais?

Um país onde os valores republicanos são usados em benefício de pessoas ou partidos ou um país onde o mérito, a honestidade e a transparência sejam elementos fundantes de nossa convivência democrática?

Enfim, o país que seremos será fruto da decisão que domingo definiremos. Para tanto é necessário que compareçamos às urnas com o coração leve, a cabeça erguida e confiantes que o Brasil pode mais!

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Roberto Freire é presidente do PPS

A quem serve a PTrobras?

Publicado porAssessoria de Imprensa | categoria(s): Brasil, Economia, Eleições | em: 22-10-2010

Publicado no Brasil Econômico em 22/out/2010

Como sabemos a Petrobras é uma empresa de capital aberto (sociedade anônima), cujo acionista majoritário é o governo do Brasil (União). Uma empresa estatal de economia mista, fundada em 3 de outubro de 1953 e sediada no Rio de Janeiro, fruto da luta de vários segmentos da sociedade brasileira, com destacada atuação dos comunistas, do então PCB, que sempre a perceberam como uma empresa estratégica para o desenvolvimento do Brasil.

No entanto, nos governos Lula, infelizmente a empresa transformou-se em PTrobrás, instrumento ideológico de propaganda demagógica de um tipo de economia, cuja matriz pode ser identificada no período do ex-presidente Geisel, de triste memória, e um luxuoso cabide de empregos dos “companheiros” e sua base aliada.

Desde essa época os militares trabalhavam com a ideia de “Brasil potência”, tendo as empresas estatais como carro-chefe de um tipo de economia conhecida na ciência econômica como “capitalismo de Estado”.

Uma economia baseada em uma forte intervenção do Estado, onde este esforça-se para desenvolver as forças produtivas, de forma distinta da defendida pelo liberalismo.

No governo FHC, que o antecedeu, foram desenvolvidas mudanças importantes na Petrobras, no bojo de medidas que garantiriam a estabilização da nova moeda, o real, com a aprovação pelo Congresso da quebra de seu monopólio de exploração das jazidas petrolíferas, o que abriu a possibilidade de centenas de empresas investirem no setor.

É importante frisar que todas as reservas minerais e petrolíferas ficaram sob domínio da União, como definido pela Constituição. O que se modificou foi apenas o tipo de exploração, por meio de concessões que possibilitaram que empresas privadas participassem da exploração de petróleo, que por meio de contrato exploravam determinadas áreas.

Esse novo modelo foi elogiado por todos os que atuavam no setor e incrementou as indústrias cuja produção tinha como finalidade o equipamento para prospecção, o transporte e refino do petróleo, dinamizando regiões e setores econômicos, com um crescente fortalecimento da Petrobras e de sua capacidade tecnológica, por conta da concorrência.

No poder, no entanto, o governo do PT fez durante vários anos uma campanha sistemática contra as privatizações ocorridas no período FHC.

Privatizações que viabilizaram o real e abriram as portas para a modernização de nossa economia, sem onerar o Estado, que poderia, a partir de então, concentrar-se em sua função precípua, de melhoria das condições de vida de nosso povo, como tem acontecido desde então.

Agora, mais uma vez, o governo Lula e a candidata de sua sucessão utilizam-se do velho discurso nacionalista para “denunciar” a mentira que a Petrobras seria privatizada por um futuro governo Serra.

A questão que se coloca para todos nós é: a quem serve a PTrobras no governo Lula? À sociedade ou aos “companheiros” escolhidos para dirigí-la? Essa é a questão que a cidadania deve responder em 31 de outubro.

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Roberto Freire é presidente do PPS

Serra vence debate Folha/RedeTV! exaltando valores e propostas

Publicado porAssessoria de Imprensa | categoria(s): Brasil, Eleições, campanha | em: 18-10-2010

Considerado pelo grupo de indecisos mediado pela RedeTV! e Folha de S.Paulo, promotoras do evento, como o vencedor do debate, José Serra demonstrou mais uma vez na noite neste domingo (17) os motivos que lhe conferem a posição de candidato mais preparado para assumir o comando do País a partir do dia 1º de janeiro de 2011. Além da trajetória política sólida, sempre conquistada com o apoio popular nas urnas, e da apresentação de propostas concretas, modernas e eficientes para os problemas que afligem o País, Serra ressaltou que a sua candidatura promove os valores éticos e morais, essenciais para o andamento saudável de uma sociedade civil. “Os meus valores são a verdade, a honestidade, a liberdade e a democracia, a justiça e a solidariedade”, registrou.

Defensor de um governo de “união”, o presidenciável também ratificou sua disposição de tratar todas as regiões e correntes políticas de forma equilibrada e democrática, sem prejuízos para quaisquer partes. “O que quero para o Brasil é um governo de união nacional, que não desperte o ódio dentro da sociedade brasileira”, disse.

Atento aos princípios democráticos – a luta contra a ditadura militar, na segunda metade do século passado, deixou marcas na trajetória do candidato -, Serra pediu que os brasileiros vão às ruas de “cabeça erguida” e “coração leve” nessas duas semanas antes do pleito final.   “Conquiste um voto a mais. Braços dados, cabeça erguida, coração leve para, até o dia 31 de outubro, ganhar pelo Brasil”. Voltado às discussões referentes ao futuro, o ex-governador de São Paulo se defendeu da tentativa da campanha adversária de discutir questões ultrapassadas, como a privatização de empresas estatais. “Na véspera da eleição, vem o PT, vem a candidata, e colocam no centro a questão da privatização por uma questão puramente eleitoral. Não tem nada a ver com a agenda do Brasil hoje”, argumentou.

Serra também lembrou que desde sua juventude defende o fortalecimento da Petrobrás, atualmente refém do loteamento político promovido pelo governo federal. Contrário à entrega de cargos técnicos para siglas políticas, Serra vai fortalecer empresas como a Petrobrás, os Correios, o BNDES e a Caixa Econômica Federal.

Em vez de apenas criticar ações de adversários e se referir ao passado, José Serra levou para o debate discussões sobre o rumo de temáticas fundamentais para o governo federal, como saúde, educação, segurança pública e infraestrutura. Sempre citando a situação do setor nos últimos oito anos e deixando claro quais são suas intenções como candidato a presidente para otimizá-la, Serra propôs, por exemplo: a implantação de 154 Policlínicas em todos os estados brasileiros, sem exceção, a criação do programa “Mãe Brasileira”, para gestantes e recém-nascidos, a criação de um milhão de novas vagas no ensino técnico, a reestruturação do Enem, o combate aos contrabandos de armas e drogas nas fronteiras do País, sobretudo junto à Bolívia, o fortalecimento de ações que retirem do papel obras de infraestrutura que se arrastam há anos, por exemplo. Gestor conhecido pela competência na realização de obras e ações, Serra tem como meta melhorar as estradas e construir e otimizar portos, como o de Pecém, no Ceará, e aeroportos, como o de Porto Seguro, na Bahia.

Fonte: site Serra 45

O Brasil Real

Publicado porAssessoria de Imprensa | categoria(s): Brasil, Economia, Infra-estrutura | em: 15-10-2010

Publicado no Brasil Econômico em 15/out/2010


A propaganda governamental tem se esmerado em apresentar a atual gestão como a responsável pelo bom momento vivido pela economia e pela mudança na qualidade de vida de parcelas significativas de nossa população, omitindo, no entanto, a razão essencial: foi a implantação do Plano Real, no governo Itamar Franco, que nos possibilitou vencer o processo de hiperinflação, que então vivíamos, e criou as bases para a estruturação de uma moeda com efetivo poder de compra e respeitabilidade internacional.

Em um delicado momento de nossa vida política, após o impeachment de Fernando Collor, Itamar Franco conseguiu não apenas superar as turbulências do momento que ameaçavam o próprio processo democrático, como estabeleceu as bases domais bem sucedido plano de estabilização econômica de nossa história, reduzindo a inflação, ampliando o poder de compra da população e remodelando os setores econômicos nacionais.

Para tanto, o então ministro da Fazenda Fernando Henrique Cardoso, adotou uma série de providências, como a desindexação da economia, visando interromper o ciclo vicioso de corrigir valores futuros pela inflação passada. Aumentou a capacidade de investimento do Estado, ao elaborar um ambicioso processo de privatização.

A troca da propriedade de grandes empresas brasileiras eliminou a obrigação pública de financiar investimentos, que era efetuado por meio da emissão de moeda sem lastro, que causavam e realimentavam a inflação.

Ademais, foram as privatizações que possibilitaram a modernização de tais empresas com investimentos privados, ampliando a disponibilidade de serviços oferecidos à população. A aquisição de telefones celulares hoje por todos é tão somente a parte mais visível desse processo.

A par dessas medidas, uma política fiscal dura com cortes de despesas e aumento percentual dos impostos federais dotou o Estado da capacidade de fazer frente às necessidades de investimentos, principalmente em educação, saúde e infraestrutura, paralisados há muito pela espiral inflacionária.

Mais dois aspectos devem ser destacados para o sucesso do Real: a abertura de nossa economia, graças à gradual redução de tarifas de importação e facilitação da prestação de serviços internacionais, que propiciou o aperfeiçoamento da indústria nacional, expondo-a à concorrência, o que permitiu o aumento da produção no longo prazo.

Essa oferta maior de produtos tenderia a acarretar uma baixa nos preços. Por fim, uma restritiva política monetária com aumento da taxa básica de juros e da taxa de depósito compulsório dos bancos, visando diminuir o fluxo financeiro, em um primeiro momento, e fortalecer o sistema financeiro nacional, posteriormente.

Todas essas medidas tiveram a oposição militante do PT, que à época chamava o Plano Real de “estelionato eleitoral”. Mas foram precisamente tais medidas que dotaram o país não apenas de uma moeda, mas de um futuro, que estamos vivenciando hoje.

Nossa tarefa é avançar no sentido de reformas estruturantes para que o Brasil, vencidas as irresponsabilidades do atual governo, possa mais!

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Roberto Freire é presidente do Partido Popular Socialista (PPS)

Freire participa de ato pró-Serra no PR

Publicado porAssessoria de Imprensa | categoria(s): Agenda, Brasil, Eleições, campanha | em: 14-10-2010

Nesta quinta-feira (14/10), o presidente nacional do PPS, Roberto Freire, participou de um grande ato pró-Serra em Curitiba, ao lado de Sérgio Guerra, presidente do PSDB, e de Jorge Bornhausen, presidente de honra do DEM, além de deputados federais, estaduais, prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e lideranças de praticamente todos os municípios do Paraná.

O evento, organizado pelo governador eleito do Paraná, Beto Richa (PSDB), reuniu cerca de 10 mil pessoas no tradicional restaurante Madalosso, em Curitiba, para apoiar a candidatura de José Serra à Presidência da República. “Foi um ato muito significativo. Sinal de que o Paraná vai ampliar a vitória no segundo turno. É hora de militarmos com força total para eleger Serra”, disse Freire.

Richa acredita Serra terá uma vantagem de cerca de 1,5 milhão de votos no segundo turno sobre a adversária Dilma Roussef.  “No Paraná já temos o dobro da vantagem sobre a adversária que fizemos no primeiro turno. Vamos avançar muito mais e chegar a 1,5 milhão de votos de diferença e acabar de vez com a marola vermelha”, disse Beto.  “É uma questão de patriotismo defender o Brasil e colocar o país em mãos limpas, honestas e competentes de um administrador brilhante”, afirmou. Beto reforçou a importância do trabalho de todos nesta etapa para colocar na presidência um presidente aliado.

O presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, disse que a vitória de Beto Richa em Curitiba representa a vitória da boa política, e que agora há uma nova vitória a ser construída, para que o país volte a caminhar respeitando as leis e a democracia, atendendo a todos e promovendo o bem estar das famílias. “Esta é uma eleição para decidir entre o futuro do país e o tumulto que representa a candidata adversária”, disse Guerra.


Importante parceria

O presidente nacional do PPS destacou a importância da atuação do partido no Paraná. “Elegemos bancadas expressivas. Nossas lideranças tiveram importante papel na eleição do Beto e no bom desempenho do Serra no estado. No segundo turno estaremos ainda mais ativos. O tamanho deste evento demonstra a força do nosso grupo”, disse Freire.

O deputado federal eleito por São Paulo declarou que o PPS foi um dos primeiros partidos a apoiar o tucano. “Estamos juntos desde o primeiro turno. Agora não seria diferente. É uma parceria madura em benefício do país.”

Sociólogo Demétrio Magnoli ressalta a ineficácia das pesquisas eleitorais

Publicado porAssessoria de Imprensa | categoria(s): Brasil, Eleições, campanha | em: 14-10-2010

Roberto Freire, presidente nacional do PPS, indica a leitura do artigo “Os Falsários”, de autoria do sociólogo Demétrio Magnoli, publicado nesta quinta-feira (14/10) na página A2 do jornal O Estado de S. Paulo.  Freire compartilha da opinião de Magnoli sobre os ineficazes métodos utilizados pelos institutos de pesquisas que acabam por envenenar a democracia brasileira.

“Este texto esclarece que as pesquisas eleitorais tornaram-se escusas ferramentas de campanha que servem apenas para ludibriar os eleitores e atrapalhar o processo democrático”, afirma Freire.

Confira abaixo o artigo na íntegra:

Os falsários

Demétrio Magnoli – O Estado de S.Paulo

Carlos Augusto Montenegro, o presidente do Ibope, profetizou há muitos meses uma vitória folgada de José Serra no primeiro turno. A campanha não havia começado e o Ibope não tinha pesquisas relevantes. O Oráculo falou para bajular aquele que, presumia sua sabedoria política, seria o próximo presidente. Mais tarde, durante a campanha, de posse de inúmeras pesquisas, o Oráculo asseverou com a mesma convicção que Dilma Rousseff venceria no primeiro turno. A bajulação aos poderosos de turno obedece a uma lógica inflexível. Na mesma entrevista, ele sugeriu que a oposição atentava contra a democracia ao repercutir os escândalos no governo. Cada um fala o que quer, nos limites da lei, mas o Oráculo de araque não se limita a isso: ele vende um produto falsificado.

Pesquisas de opinião declaram uma margem de erro e um intervalo de confiança. A margem de erro expressa a variação admissível em relação aos resultados divulgados. O intervalo de confiança expressa a confiabilidade da pesquisa – ou seja, a probabilidade de que ela fique dentro da margem de erro. Na noite de 3 de outubro, o Ibope divulgou as pesquisas de boca de urna para a eleição nacional e para 16 Estados, registradas com margem de erro de 2% e intervalo de confiança de 99%. Das 17 pesquisas, 12 ficaram fora da margem de erro. O intervalo de confiança real é inferior a 30%. Um cenário similar, catastrófico, emerge das pesquisas para o Senado. Há tanta diferença assim entre isso e vender automóveis com defeitos nos freios?

O Ibope não está só. Datafolha, Sensus e Vox Populi não fizeram pesquisas de boca de urna, mas suas pesquisas imediatamente anteriores também não resistem ao cotejo com as apurações. Todos os grandes institutos brasileiros cometem um mesmo erro metodológico, bem conhecido pelos especialistas. Eles usam o sistema de amostragem por cotas, que tenta produzir uma miniatura do universo pesquisado. A amostra é montada com base em variáveis como sexo, idade, escolaridade e renda. Isso significa que a escolha dos indivíduos da amostra não é aleatória, oscilando ao sabor de variáveis arbitrárias e contrariando os princípios teóricos da amostragem estatística.

O Gallup aprendeu a lição depois de errar na previsão de triunfo de Thomas Dewey nas eleições americanas de 1948. Venceu Harry Truman e o instituto mudou sua metodologia, adotando um plano de amostragem probabilística, que gera amostras aleatórias. Quase meio século depois, os institutos britânicos finalmente renunciaram à amostragem por cotas. O copo entornou em 1992, quando as pesquisas baseadas na metodologia furada previram a vitória trabalhista, mas triunfou o conservador John Major. Na sequência, uma equipe de especialistas identificou o problema e apresentou a solução. Os institutos brasileiros conhecem toda essa história. Não mudam porque a metodologia atual é mais prática e barata. Vendem gato por lebre.

A amostragem por cotas não permite calcular a margem de erro. Os institutos “resolvem” a dificuldade chutando uma margem de erro, que exibem como fruto de cálculo rigoroso. Como as eleições brasileiras costumam ter nítidos favoritos, eles iludem deliberadamente a opinião pública, cantando acertos onde existem, sobretudo, equívocos. Não é um fenômeno novo. Jorge de Souza, no seu Pesquisa Eleitoral: Críticas e Técnicas (Editora do Senado, 1990), já registrava que 16 das 23 pesquisas Ibope referentes às eleições estaduais de 1986 se situaram fora da margem de erro – o mesmo desastroso intervalo de confiança, em torno de 30%, verificado neste 3 de outubro.

Nem todos os institutos são iguais. O Datafolha conserva notável isenção partidária, embora também utilize o indefensável sistema de amostragem por cotas. O Oráculo do Ibope anda ao redor dos poderosos, sem discriminar partidos ou candidatos, farejando oportunidades em todos os lados. Marcos Coimbra, seu congênere do Vox Populi, pratica uma subserviência mais intensa, porém serve apenas a um senhor. Durante toda a campanha, o Militante assinou panfletos políticos governistas fantasiados como análises técnicas de tendências eleitorais. Dia após dia, sem descanso, sugeriu a inevitabilidade do triunfo da candidata palaciana no primeiro turno. Sua pesquisa da véspera do primeiro turno, publicada com fanfarra por uma legião de blogueiros chapa-branca, cravou 53,4% dos votos válidos para Dilma Rousseff. Errou em 6,5 pontos porcentuais, quase três vezes a margem de erro proclamada, de 2,2%.

Pesquisas, obviamente, não decidem eleições. Mas elas têm um impacto que não é desprezível. Sob a influência dos humores cambiantes do eleitorado, supostamente captados com precisão decimal pelas pesquisas, consolidam-se ou se dissolvem alianças estaduais, aumentam ou diminuem as doações de campanha, emergem ou desaparecem argumentos utilizados na propaganda eleitoral, modifica-se a percepção pública sobre os candidatos. Os institutos comercializam um produto rotulado como informação. Se fosse leite, intoxicaria os consumidores. Sendo o que é, envenena a democracia.

Beto Richa, o governador eleito em primeiro turno no Paraná, obteve da Justiça Eleitoral a proibição da divulgação de pesquisas eleitorais que não o favoreciam. A censura é intolerável, principalmente quando solicitada por alguém que se comprazia em dar publicidade a pesquisas anteriores, nas quais figurava à frente. Ele poderia ter usado o horário eleitoral para expor a incúria metodológica dos institutos e o lamentável papel desempenhado por alguns de seus responsáveis, como o Oráculo e o Militante. A opinião pública, ludibriada a cada eleição, encontra-se no limiar da saturação. Mais um pouco, aplaudirá o gesto oportunista de Richa e clamará pela censura. Que tal os institutos agirem antes disso, mesmo se tão depois do Gallup?

Ah, por sinal, qual é mesmo a taxa de aprovação do governo Lula?

SOCIÓLOGO, É DOUTOR EM GEOGRAFIA HUMANA PELA USP. E-MAIL: DEMETRIO.MAGNOLI@TERRA.COM.BR

Economista esclarece mentira de Dilma

Publicado porAssessoria de Imprensa | categoria(s): Brasil, Eleições, campanha | em: 12-10-2010

O economista e ex-diretor da ANP (Agência Nacional de Petróleo) David Zylbersztajn rebateu, por meio de nota à imprensa, as declarações da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff,  feitas durante o primeiro debate do segundo turno entre a petista e o candidato José Serra (PSDB), realizado pela TV Bandeirantes no último domingo (10/10).

Para Roberto Freire, presidente nacional do PPS, a atitude de Dilma denota desrespeito a Serra e, principalmente, aos eleitores.  ”Esta é mais uma inverdade da candidata do PT. David não é assessor de Serra, nunca foi e nem prega privatização do pré-sal, apenas diz que deve ser mantido o modelo que o próprio PT adotou com total êxito”, afirma Freire.

Provocado pela petista durante o debate, José Serra reagiu às declarações sobre privatização, sobretudo em relação à Petrobras. O tucano disse ter uma “relação especial com a Petrobras”, e assegurou ter lutado pelo fortalecimento da estatal quando líder estudantil e também na época em que foi ministro do governo de Fernando Henrique Cardoso.

Confira abaixo, na íntegra, a nota de esclarecimento de David Zylbersztajn:

ESCLARECIMENTO PÚBLICO

“Durante o debate da Rede Bandeirantes, ocorrido no último domingo, dia 10, a candidata do Partido dos Trabalhadores, sra. Dilma Rousseff referiu-se a mim de forma inverídica e tendenciosa, induzindo, deliberadamente, o eleitor ao erro.

A mesma afirmação tem sido repetida nos programas eleitorais.

Em primeiro lugar refere-se a mim como assessor do candidato do PSDB, José Serra. Devo esclarecer que não sou, nem nunca fui assessor do candidato.

Mais grave, afirma que declarei ser a favor da privatização do pré-sal! A candidata (ou quem a assessora) delira, talvez motivada por assombrações que lhe assomam, vendo uma privatização a cada esquina.

As declarações recentes sobre o assunto (e que encontram-se devidamente registradas em áudio e vídeo) foram dadas em seminário realizado pela Revista EXAME, no Rio de Janeiro, há cerca de uma semana.

Na qualidade de expositor, defendi a manutenção do atual sistema de concessões também para as futuras licitações, sejam elas no pré-sal, ou fora dele.

As áreas do pré-sal, contém, como seria de se esperar, petróleo e gás, os mesmos existentes nas áreas fora do pré-sal.

O modelo de partilha proposto, na minha opinião, é danoso aos interesses do país, por motivos diversos, que não cabem explicar em detalhes neste momento.

O pior deles refere-se à criação de uma estatal para comprar e vender petróleo. Além do mais, a proposta é danosa à Petrobras, que, queira ou não, será obrigada a participar de todos os campos do pré-sal, seja isto de seu interesse, ou não.

Por fim, nunca é demais lembrar que o exitoso modelo de concessões foi implantado a partir da Lei do Petróleo, a partir de 1999. Durante o governo FHC foram realizados 4 leilões sob este regime (num dos quais foram licitadas as áreas do pré-sal). No governo do PT foram 6. Ou seja, se este é um modelo privatizante, foi aplicado de forma bem sucedida e permanente pelo governo do qual fazia parte a candidata Dilma, inclusive na qualidade de Ministra de Minas e Energia.

Por fim, este episódio faz-me lembrar de um trecho da introdução do ‘Crime do Padre Amaro’, de Eça de Queirós, onde para uma situação semelhante, o autor afirmava tratar-se de ‘má fé cínica ou obtusidade córnea’. Neste caso, suponho tratar-se de ambas.

Esta é a verdade.”

David Zylbersztajn

Roberto Freire agradece aos paulistas e militantes por sua eleição

Publicado porAssessoria de Imprensa | categoria(s): Brasil, Eleições | em: 05-10-2010

Cidadãos e cidadãs paulistas,

Quero agradecer imensamente a todos vocês por concederem a mim o privilégio de representar a mais dinâmica e moderna unidade da federação, o Estado de São Paulo, como seu deputado federal. Estejam certos de que honrarei esses votos no Parlamento, como sempre fiz. Posso assumir este compromisso, pois em toda minha vida pública tenho atuado com a dignidade e a seriedade que esta função exige, para ser um efetivo representante da sociedade brasileira.

Agradeço, sobretudo, aos militantes, amigos e aliados que tanto trabalharam pela minha eleição. Muito obrigado pelo empenho, pelo apoio e pela dedicação de cada um de vocês nesta jornada.

Este desafio de vir para São Paulo já na terceira idade, após mais de 40 anos de vida pública e 32 anos de mandatos por Pernambuco, me rejuvenesceu. E agora me sinto ainda mais revigorado para continuar lutando por uma sociedade justa e fraterna.

A batalha, porém, ainda não terminou. Ela recomeça agora com o segundo turno. Por isso, convoco a todos e todas para trabalharmos arduamente para eleger José Serra presidente do Brasil. Ele é o candidato mais preparado para administrar este país e enfrentar seus enormes desafios. Acredito ser nosso dever cívico o de lutarmos por sua eleição. Esta será a mais importante vitória do povo brasileiro. A hora é agora!

Obrigado a todos e a todas.

Um grande abraço,

Roberto Freire
Presidente nacional do PPS e eleito deputado federal por São Paulo
A nova voz de São Paulo para o Brasil

Roberto Freire acumula mais de 2 milhões de votos em sua extensa carreira

Publicado porAssessoria de Imprensa | categoria(s): Brasil | em: 05-10-2010

Em seus mais de 40 anos de vida pública, Roberto Freire já recebeu 2.069.160 votos. Em sua primeira eleição, em 1972, quando concorreu à Prefeitura de Olinda pelo MDB, Freire foi o candidato mais votado com 17.128 votos, mas perdeu para a soma dos votos das duas sublegendas da Arena.

Em 1974, o pernambucano conquistou com 22.483 votos seu primeiro mandato, como deputado estadual.

Em 1978, Freire elegeu-se para o primeiro de seus cinco mandatos como deputado federal por Pernambuco com 47.024 votos. Em 1982 e em 1986, o parlamentar foi reeleito, respectivamente, com 27.402 e 75.394 votos.

Quando concorreu à Presidência do Brasil pelo então PCB, em 1989, Freire foi o 8º colocado entre 22 candidatos, com 769.123 votos, o equivalente a 1,14% dos votos.

Em 1990 e em 2002 tornou-se novamente representante dos pernambucanos na Câmara Federal, com 97.423 e 54.003 votos, respectivamente.

Sua maior votação foi alcançada em 1994, quando lançou-se ao Senado. O presidente nacional do PPS obteve 815.644 votos.

Das 11 eleições que disputou, perdeu apenas três, para cargos executivos: 1972, quando concorreu à Prefeitura de Olinda; em 1989, quando candidatou-se a presidente do país; e em 1996, ao tentar eleger-se prefeito de Recife.

Após, mais de 40 anos de vida pública e 32 anos de mandatos por Pernambuco, em 2010 o parlamentar candidatou-se por São Paulo com o intuito de fortalecer o partido e de consolidar a esquerda democrática fundamental para o aprimoramento do processo político brasileiro e, consequentemente, para o crescimento do país. Em sua primeira eleição por São Paulo, Freire sagrou-se deputado federal com 121.471 votos.

Roberto Freire é eleito deputado federal por São Paulo

Publicado porAssessoria de Imprensa | categoria(s): Eleições | em: 04-10-2010

Com 121.471 votos, o presidente nacional do PPS, Roberto Freire, foi eleito deputado federal por São Paulo neste domingo. Após 32 anos de mandatos por Pernambuco, o parlamentar candidatou-se por São Paulo com o intuito de fortalecer o partido e de consolidar a esquerda democrática fundamental para o aprimoramento do processo político brasileiro e, consequentemente, para o crescimento do país.

“Este desafio de vir para São Paulo já na terceira idade me rejuvenesceu. E me sinto muito honrado por ser eleito representante do povo deste Estado cosmopolita, que simboliza o Brasil mais avançado. Nunca perdi o sonho de termos uma sociedade mais justa e fraterna e é por este ideal que vou continuar lutando na Câmara dos Deputados, agora representando os paulistas, mas também todos os brasileiros, é claro”, afirma Freire.
Feliz por poder representar a população de São Paulo e por ter atravessado uma fronteira geográfica na política, coisa que poucos políticos fizeram na história do país, Freire diz que o segredo é ter uma vida honrada e coerência na defesa das ideias e propostas e contar com o apoio e a dedicação de militantes, amigos e aliados.

“Sem dúvida minha vitória se deve ao trabalho de uma militância entusiasmada, ao empenho irrestrito dos amigos”, disse.

O PPS-SP foi contemplado ainda com a reeleição dos deputados federais Arnaldo Jardim (140.641 votos) e Dimas Ramalho (139.636 votos).

Pela eleição de Serra – Com sua campanha concluída, Roberto Freire se dedicará já a partir desta segunda-feira (04/10) integralmente à candidatura de José Serra. “É essencial elegermos Serra presidente do Brasil. Ele é o candidato mais preparado para fazer as reformas de que o país necessita para continuar crescendo”, ressalta Freire.

Quem é Roberto Freire – Formado em direito pela Universidade Federal de Pernambuco, o presidente nacional do PPS tem mais de 40 anos de vida pública e 32 anos de mandatos. Foi deputado estadual, deputado federal cinco vezes e senador por Pernambuco. Sinônimo de ética e seriedade na vida pública, Roberto Freire tornou-se um político nacionalmente reconhecido e respeitado.

Conhecedor profundo dos problemas nacionais e observador crítico e atualizado dos fatos mundiais contemporâneos, é apontado por toda a mídia como um político sério e competente. Escolhido pelo Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar) como um dos 100 “cabeças” do Congresso Nacional por 14 anos.

Seu nome sempre esteve no rol dos políticos efetivamente comprometidos com o avanço da democracia e dos ideais republicanos. Sobre ele não pesa uma só denúncia a respeito de sua atuação pública – e este é o seu maior patrimônio após 32 anos de mandatos.

No Senado (de 1995 a 2002), como líder do PPS, tornou-se referência na luta pela afirmação dos princípios republicanos, pela celebração de um novo pacto federativo e na defesa de políticas sólidas, garantidoras do desenvolvimento, sobretudo das regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste. Defensor de um desenvolvimento regional equilibrado, nunca caiu na preconceituosa esparrela de acusar São Paulo e o Sul pelos dramas do Brasil. Sempre afirmou que longe de ser problema, São Paulo é parte decisiva da solução.

Comentários feitos no site de campanha:

José Carlos de Souza
Muito sucesso deputado! O brasil necessita de pessoas de seu nível na Camara dos Deputdos. Souza
Fernando
Roberto, parabéns! SP merece a sua vitória, pode crer! Um abraço.
alessandra rios
Marisa e Roberto, Parabéns pela vitória. Vitória das idéias e da ética. Alessandra Rios
kaspar boyadjian
Caro deputado, parabens pela conquista. Assisti ao vivo o dia que o Senhor veio a midia retirar o apoio do PPS ao govrno lulla. Pouco tempo depois entendi a razão: foi quando estourou o mensalão. Enquanto estiver em São Paulo pode contar com meu voto. Saudações cordiais, Kaspar.
Thiago da Matta
Fico bastante feliz com o sucesso dessa nova empreitada do meu ilustre conterrâneo. Triste por não vê-lo mais militar por nosso estado, mas com a absoluta convicção que ele honrará cada um dos votos recebidos.
Anderson Soares
Parabéns, deputado. Tenho orgulho de ter votado no senhor. Um grande abraço. Anderson Soares
Denilson Bacelar
Parabéns, Deputado,Roberto Freire. Dois ou três mesês atrás postei no twitter que Pernambuco perderia por não ter a candidatura de Roberto Freire. São Paulo o absorveu e acertou, elegendo um dos politícos mais sérios e comprometido com mudanças importante para o desenvolvimento do país.
Carlos Santos
Parabéns ao Nobre Deputado. Parabéns ao Estado de São Paulo que soube acolher este grande líder nacional. Coloco-me, juntamente com o PPS de Guarulhos, a disposição para formarmos um PPS cada dia mais forte.
ELEANOR GOMES DA SILVA PALHANO
Parabéns Camarada, Sua contribuição é incomensurável ao nosso Brasil. bjs. Leo ( Belém /Pará)
Leany Barreiro Lemos
Parabéns Roberto! Acompanhando de longe as eleições e torcendo muito. Nosso sistema tem muitas distorções, mas felizmente ainda consegue selecionar lideranças como você. Agora, uma pergunta: por que com toda a tecnologia, a eleicao no exterior ainda se reduz à presidencia da Republica? Eu aposto que os brasileiros que vivem foram e enviam remmittances para suas famílias afetam a economia local e se preocupam com os resultados políticos tanto quanto os que moram no Brasil. O MRE estima em 3 milhoes os brasileiros no exterior – cidadaos sem representacao politica . Poderiamos ter representante no Senado e representante na CD com circunscricao nacional. Tenho aqui um amigo sueco que votou algumas semanas atrás pelo correio para o parlamento e eu fiquei com a maior inveja. Grande abraco e bom trabalho! Leany
Andrea Tognato
Caro Roberto: Fiquei bem feliz com sua vitoria pois voce é integro, um lutador ao lado do Serra, fica um time de primeira linha, com valores justus para todos Vamos caminha juntos
Ralph M OLiveira
Fiquei muito feliz nesta eleição por finalmente meu Estado apresentar um nome forte, de qualidade, de idéias e ideais, que busca o fortalecimento da democracia e principalmente do Brasil. Enfim uma opção à mesmice que nosso Estado acostumou-se a varios anos tanto quanto a nomes e partidos. Com nomes assim, norteados em principios e etica é que mantem a esperança de que enfim nesta unidade da Federação volte a surgir idéais e principalmente pensamento.
Antonio Ramos
Parabéns Dr. Roberto Freire, me sinto imensamente feliz com sua eleição, com facilidade mencionando alguns traços de sua rica e nobre biografia pessoal e política levei além da minha família também meus amigos mais próximos a votarem em tão honrado político. Estou certo que os paulistas serão representados no congresso com seriedade, honestidade e competência.