Presidente do PPS pede afastamento de senadora do PT da relatoria do Orçamento

Publicado por Assessoria de Imprensa | Categoria(s): Brasil | Em: 13-12-2010

“Não é possível que o governo não tenha um senador ficha-limpa para ser relator do Orçamento”.  A frase é do presidente do PPS, Roberto Freire, eleito deputado federal por São Paulo, que pediu nesta segunda-feira o afastamento da senadora Serys Slhessarenko (PT-MT) do cargo de relatora do Orçamento Geral da União de 2011.

A petista empregou em seu gabinete uma jornalista, Liane Muhlemberg, que preside o Instituto de Pesquisa, Ação e Mobilização (Ipam). A entidade recebeu nos últimos três anos emendas do Orçamento destinadas por parlamentares da base aliada. Estas emendas eram para eventos nas áreas de turismo e cultura.

É o segundo escândalo envolvendo gente indicada pelo Palácio do Planalto para cuidar do Orçamento. O antecessor de Serys, senador Gim Argello (PTB-DF) foi apeado do cargo depois que destinou emendas para “instituições fantasmas”. A líder do governo, Ideli Salvatti (PT-SC) chegou a assumir o posto por horas, mas desistiu da função, alegando incompatibilidade, já que assumirá um ministério no governo Dilma Roussef.

Roberto Freire diz que o pedido de demissão da funcionária da senadora Serys não encerra o caso e que a parlamentar governista, para não comprometer os trabalhos da Comissão Mista de Orçamento, deve deixar o cargo também.

“Que se encontre outro senador para o lugar desta senadora, senão contamina o Orçamento tanto quanto aconteceu com o relator anterior”, disse o presidente do PPS.

O montante em emendas conseguido pela auxiliar de Serys chega a R$ 4,7 milhões em convênios com o governo sem precisar de licitação.

Lula facilitou bandalheira

O presidente nacional do PPS lembra que um veto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva facilitou a vida de quem assina emendas parlamentares para o uso fraudulento de verbas públicas em instituições. Foi uma espécie de abrandamento das exigências para enviar dinheiro público para entidades privadas.

Alegando “redução da burocracia”, o presidente usou argumento do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, para dar a “canetada” na LDO aprovada pelo Congresso Nacional em 2009. As razões dadas pelo ministro e transformadas em veto permitem, segundo Freire, essa “bandalheira” toda.

“A culpa é do Executivo. É do Lula. O veto facilita estas falcatruas com o dinheiro do contribuinte”, acrescentou.

 

Texto: William Passos – Portal do PPS

Comente