Archive for janeiro, 2011

PPS vai atuar no Congresso com 12 deputados e um senador. Conheça os representantes do partido

Publicado porAssessoria de Imprensa | categoria(s): Brasil, Eleições, política | em: 31-01-2011

A cerimônia de posse dos deputados da 54ª Legislatura acontece nesta terça, a partir das 10 horas. No mesmo dia, às 18 horas, será realizada a eleição da Mesa Diretora.
A partir de 1° de fevereiro, com a posse dos novos parlamentares, o PPS vai atuar no Congresso Nacional com 12 deputados federais e o senador Itamar Franco (MG). No Senado Federal, onde o partido não ocupava nenhuma cadeira, agora terá um ex-presidente da República. O trabalho será árduo, mas a qualidade dos representantes do partido, com longa experiência política, promete fazer a diferença.

Na Câmara, a bancada será comandada pelo deputado federal Rubens Bueno (PR), que terá como vice-líder Arnaldo Jardim (SP). Já o presidente nacional do partido, Roberto Freire, será um dos articuladores da oposição e volta ao Congresso para o seu sexto mandato como deputado federal. Dois deputados do partido, Cezar Silvestri (PR) e Alexandre Silveira, vão se licenciar do cargo após a posse para assumir secretarias estaduais. Por outro lado, Augusto Carvalho (DF) e Carmen Zanotto (SC), suplentes, vão assumir o mandato logo no início da legislatura, mantendo a bancada do partido com 12 parlamentares.

Confira abaixo um breve perfil dos eleitos e aqui mais informações sobre a posse dos deputados. Para informações sobre a posse no Senado clique aqui.

SENADO

Itamar Franco (MG)
Itamar Franco estreou na política em meados dos anos 50 nas fileiras do PTB. Foi candidato a vereador de Juiz de Fora em 1958 e a vice-prefeito dessa cidade em 1962. Após o golpe de 1964, Itamar se filia ao MDB e, em 1972, é eleito prefeito de Juiz de Fora. Em 1974, se elege senador da República por Minas Gerais, sendo reeleito em 1982. Durante o mandato, foi um ativo defensor da campanha das Diretas já!. No Colégio Eleitoral, votou em Tancredo Neves. Em 1986, disputa o governo de Minas e é derrotado por Newton Cardoso por uma diferença de 1% dos votos. Volta ao Senado para terminar o seu mandato que iria até 1990. Em 1989, elege-se vice-presidente da República na chapa de Fernando Collor. Com o impeachment de Collor em 1992, assume a Presidência da República e dá início a estabilização econômica brasileira, implementando o Plano Real. Em 1994, com popularidade recorde, elege Fernando Henrique Cardoso como seu sucessor. Quatro anos mais tarde é eleito governador de Minas Gerais. Agora, eleito com 5.125.455 votos, assume pela terceira vez o mandato de senador.

Site: www.itamar2010.com.br/
Twitter: twitter.com/itamarfranco

CÂMARA DOS DEPUTADOS

Roberto Freire (SP) – Presidente Nacional do PPS

Sinônimo de ética e seriedade na vida pública, o pernambucano Roberto Freire é presidente nacional do PPS e um dos mais respeitados políticos do país. Com experiência de um mandato como senador, cinco como deputado federal e um como estadual, é conhecedor dos problemas nacionais e reconhecido por toda a mídia como um político sério e competente. Foi escolhido pelo Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar) como um dos 100 “cabeças” do Congresso Nacional por 14 anos. Em sua atividade política também foi líder do governo de Itamar Franco e candidato à Presidência da República em 1989.

Site: www.robertofreire.org.br/
Twitter: twitter.com/freire_roberto

Rubens Bueno (PR) – Líder da Bancada do PPS na Câmara
Paranaense de Sertanópolis, Rubens Bueno iniciou a carreira política no município de Peabiru em meados da década de 1960, quando participou da resistência democrática ao regime militar. Em 1982 foi eleito deputado estadual, sendo reeleito em 1986. Na época foi reconhecido como o deputado mais atuante da Casa. Assumiu a Secretaria do Trabalho e Ação Social do Paraná entre 1987 e 1990, quando, criou a Universidade Popular do Trabalho. Em 1990, conquistou seu primeiro mandato de deputado federal. Em seguida, foi prefeito de Campo Mourão e, em 1998, conquistou outra eleição para deputado federal, tendo sido líder do PPS na Câmara. Eleito secretário-geral do PPS em 2002, disputou a prefeitura de Curitiba em 2004 e o governo do Paraná em 2006. Também foi diretor da Itaipu-Binacional.

Twitter: twitter.com/rubensbueno

Arnaldo Jardim (SP) – Primeiro vice-líder da Bancada do PPS
Paulista de Altinópolis/SP,  Arnaldo Jardim iniciou a vida política como líder estudantil, na Escola Politécnica da USP, onde se formou em engenharia civil e lutou pela redemocratização do País. Sua vida pública começou em 1982 na campanha de Franco Montoro para Governador de São Paulo. Em 1986 foi eleito pela primeira vez deputado estadual, tendo sido reeleito para o cargo em outras três oportunidades. Em 2007 se elegeu deputado federal, sendo reeleito em 2010. Também foi secretário estadual de Habitação em São Paulo e, em 1994, foi candidato a vice-governador do estado. Foi presidente do PPS-SP e atualmente é vice-líder da bancada do PPS na Câmara.

Site: www.arnaldojardim.com/
Twitter: twitter.com/ArnaldoJardim


Dimas Ramalho (SP)
Deputado Federal no seu segundo mandato, Dimas Ramalho é procurador de Justiça e já foi líder da bancada do PPS na Câmara dos Deputados. Natural de Taquaritinga-SP, se elegeu pela primeira para cargo eletivo em 1991, quando conquistou uma cadeira na Assembleia Legislativa de São Paulo. Foi reeleito deputado estadual nas duas eleições seguinte e, em 2002, conquistou sua primeira eleição para a Câmara dos Deputados. Também foi vice-presidente do Nossa Caixa – Nosso Banco, secretário estaudal de Habitação de São Paulo e secretário municipal de Serviços da Prefeitura de São Paulo.

Site: www.dimasramalho.com.br/
Twitter: twitter.com/dimasramalho

Stepan Nercessian (RJ)
Stepan Nercessian é natural de Cristalina-GO. Filho de pais armênio e cearense interessou-se cedo pela política, aproximando-se do antigo Partido Comunista Brasileiro (PCB) com apenas 11 anos de idade. No final dos anos 60, Stepan foi para o Rio de Janeiro onde iniciou sua carreira artística. Já escreveu e dirigiu importantes programas e shows musicais. Participou ativamente das lutas pela redemocratização do país, como as campanhas da Anistia e das Diretas-Já. Pelo PPS, foi eleito vereador do Rio de Janeiro em 2004. Em 2008 conquistou o seu segundo mandato, com 50.532 votos. Assume pela primeira vez o mandato de deputado federal.

Site: www.stepan.com.br/

Arnaldo Jordy (PA)
Natural de Belém do Pará, Arnaldo Jordy foi líder estudantil nos anos 70 e 80 e fez parte da União Nacional dos Estudantes (UNE). Em 1987, elege-se pela primeira vez para a Câmara de Belém, reelegendo-se vereador por quatro mandatos seguidos. Foi candidato a prefeito de Belém por duas vezes. Em 2006, elegeu-se deputado estadual. Na Assembleia Legislativa conseguiu aprovar e transformar em lei vários projetos, entre eles a emenda constitucional que diminuiu o recesso parlamentar e acabou com o pagamento de convocações extras. Também teve atuação de destaque na CPI da exploração sexual contra crianças e adolescentes. Após conquistar 201.171 votos, assume o primeiro mandato como deputado federal.

Site: www.jordy.com.br/
Twitter: twitter.com/arnaldojordy

Cesar Halum (TO)
Goiano de Anápolis, o médico-veterinário César Hanna Halum iniciou sua carreira política no Tocantins em 1988, se elegendo vereador por Araguaína. Em 1996, foi nomeado interventor de da cidade, ficando no cargo até o dia 31 de dezembro do mesmo ano. Foi eleito deputado estadual em 2002, e reeleito em 2006. Chegou a presidir a Assembléia Legislativa no biênio 2005/2006. Foi vice-presidente do Parlamento Amazônico e Presidente da UNALE (União Nacional dos Legislativos Estaduais). Em 2010, César Halum foi eleito deputado federal com 39.827 votos, sendo  o quinto mais votado no estado.

Twitter: twitter.com/cesarhalum

Moreira Mendes (RO)
Paulista de nascimento, Rubens Moreira Mendes Filho, além de agropecuarista, é advogado militante em Rondônia desde 1972 e procurador aposentado da Assembléia Legislativa do Estado. Foi secretário de Estado da Administração de 1991 a 1993, Senador da República de 1999 a 2002 e é presidente do PPS de Rondônia. Em 2002 se elegeu pela primeira vez deputado federal. É vice-líder do PPS e presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária. Reeleito com 35.500 votos, o parlamentar foi o quarto mais votado no estado e atribui a sua reeleição à atuação marcante em defesa da agropecuária e na discussão do Código Florestal brasileiro.

Site: www.moreiramendes.com.br/
Twitter: http://twitter.com/moreiramendes23

Alexandre Silveira (MG) *
Mineiro de Ipatinga, Alexandre Silveira começou a exercer sua liderança desde cedo. Com 16 anos foi emancipado pelos pais para abrir e administrar sua própria empresa. Já em 2004, no primeiro governo de Lula, foi nomeado diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). Nas eleições de 2006, se elegeu deputado Federal com mais de 147 mil votos, sendo o 5º mais votado de Minas Gerais. Presidiu a Comissão de Segurança Pública da Câmara e, em 2010, se relegeu deputado federal com 199.418 votos.

Twitter: twitter.com/depalexsilveira
* Vai se licenciar para comandar a Secretaria Extraordinária de Gestão Metropolitana de Minas Gerais.

Geraldo Thadeu (MG)
Mineiro de Poços de Caldas, o dentista Geraldo Thadeu tem a política no sangue. O pai, médico, foi prefeito de sua cidade e amigo de Juscelino Kubitschek. Desde os sete anos de idade já o acompanhava durante as campanhas. Na faculdade de odontologia participou das mobilizações universitárias e de questões de interesse social da região. Em 1996 foi eleito prefeito de Poços de Caldas, numa disputa acirrada. Terminou o mandato com 87% da aprovação. Dois anos depois, em 2002, elege-se deputado federal com 67% dos votos válidos somente no município. Destacado defensor da área da saúde, se reelegeu em 2006 e 2010.

Site: www.geraldothadeu.com.br/
Twitter: twitter.com/GeraldoThadeu23

Sandro Alex (PR)
Nascido em Ponta Grossa em 1972, Sandro Alex é formado em Direito pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Juntamente com Marcelo Rangel, seu irmão e que hoje é deputado estadual, fundou a Rádio Mundi FM. Iniciou sua trajetória política em 2008, quando disputou as eleições para o cargo de prefeito de Ponta Grossa. Chegou ao segundo turno, mas não foi eleito, obtendo  49% dos votos válidos na disputa com Pedro Wosgrau Filho (PSDB), que concorria à reeleição. Em 2010 foi eleito deputado federal com 95.840 votos.

Site: www.sandroalex.com.br/
Twitter: twitter.com/SandroAlex2323

Cezar Silvestri (PR) *
Natural de Guarapuava, Paraná, o engenheiro e produtor rural Cézar Silvestri elegeu-se para o primeiro mandato eletivo em 1990, quando conquistou uma na Assembleia Legislativa do Paraná. Foi reeleito nas duas eleições seguintes. Em 2002, elege-se deputado federal pela primeira vez. Na Câmara dos Deputados, foi vice-líder da bancada do PPS e titular da Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização; da Comissão de Agricultura e Política Rural e da Comissão de Constituição, Justiça e de Cidadania. Em 2010, garantiu sua reeleição com 87.586 votos.

Site: www.deputadocezarsilvestri.com.br/
Twitter: http://twitter.com/silvestri2313
* Vai se licenciar para comandar a Secretaria de Desenvolvimento Urbano do Paraná.



SUPLENTES QUE ASSUMIRÃO O MANDATO

Augusto Carvalho (DF)

Natural de Patos de Minas-MG, Augusto Carvalho veio para Brasília na década de 70.  Por concurso público, passou a trabalhar no Banco do Brasil e se formou em Sociologia. Em l980, é eleito presidente do Sindicato dos Bancários de Brasília. Em 1985, licencia-se do sindicato e, em 1986, é eleito deputado federal com a missão de integrar a Assembleia Nacional Constituinte. É reeleito para a Câmara dos Deputados em 1991-1995/1995-1999/2007-2011. Entre 2003 e 2006 atuou como deputado distrital. Agora, ao assumir o mandato, dá início ao seu quinto mandato como deputado federal. Defensor da transparência dos gastos públicos, Augusto Carvalho foi o criador da Associação Contas Abertas, iniciativa pioneira que disponibiliza dados orçamentários por meio do endereço eletrônico www.contasabertas.com.br

Site: www.augustocarvalho.com/
Twitter:twitter.com/dep_augustodf

Carmen Zanotto (SC)

Carmem Emília Bonfá Zanotto nasceu em Lages-SC. Formanda em enfermagem, iniciou sua vida político-partidária em 1991. Em 1993, assumiu a Secretaria de Saúde de Lages, tendo exercido a função até 2000. Foi presidente da Associação de Enfermeiros da Serra Catarinense; professora na Universidade do Planalto Catarinense; Presidente do Conselho Estadual de Saúde; e representa o Estado de Santa Catarina no Conselho Nacional de Secretários de Estado de Saúde. Em 2003, foi nomeada secretária-Adjunta de Estado da Saúde de Santa Catarina e, em 2006, foi a primeira mulher a ser nomeada secretária de Estado da Saúde. Assume o primeiro mandato como deputada federal.

Twitter: twitter.com/carmenzanotto

Fonte: Portal do PPS.

A cidade da garoa

Publicado porAssessoria de Imprensa | categoria(s): Brasil | em: 28-01-2011

Quem poderia imaginar que aquela missão jesuítica, iniciada em 1554, como decorrência da expansão do império português, no século 16, reunindo, em sua origem, indígenas e europeus, tornar-se-ia o centro dinâmico do maior pais da América do Sul? Conhecida pelo nome de Vila de São Paulo de Piratininga, a partir de 1560, foi durante mais de três séculos um povoamento pobre e isolado das áreas mais prósperas da colônia.

Construída pela ação dos bandeirantes que com bravura e determinação alargaram os domínios da empresa colonial, em busca de riquezas e glórias, em função de sua prestigiada localização, tendo à disposição os mananciais do rio Tietê, cujo curso era um caminho natural ao interior da capitania e à atual região Centro-Oeste.

A antiga Vila de Piratininga converteu-se no principal centro do movimento bandeirante, especialmente a partir da segunda metade do século 17. Foi dela que partiram as históricas expedições de Fernão Dias Pais, Antônio Raposo Tavares, Domingos Jorge Velho e de Bartolomeu Bueno da Silva, entre outras.

Empresa dos naturais e “negros da terra” (como eram chamados os autóctones) a expansão do interior brasileiro deve muito à ação dos bandeirantes. Foi isso que possibilitou o encontro das minas de ouro e diamantes em Minas Gerais, que foi de tal magnitude que ajudou, inclusive, o processo de industrialização da Europa.

O declínio da importância das regiões produtoras de açúcar, em fins do século XIX, com a concomitante relevância do café na pauta de exportação brasileira torna São Paulo, rapidamente, o centro difusor de um processo de industrialização que transformaria seu poder relativo na História do Brasil.

Desde o início do século XX, o país é tocado pelo dinamismo de São Paulo, que se torna polo de atração dos brasileiros de todas as regiões e de imigrantes dos mais diversos países do planeta, dotando-lhe de uma característica ímpar, dentre os estados que constituem o país: a mais cosmopolita de todas, rivalizando, inclusive, com Buenos Aires no que respeita ao continente sul-americano.

Hoje, quando completa 457 anos, a cidade de São Paulo é a mais importante de nossas metrópoles.

Em suas fronteiras co-habitam o mundo do capital, do trabalho e da cultura em uma interação dialética que revolucionou, no decorrer do século passado, o próprio país, estabelecendo novos modelos de sociabilidade e de intervenção política.

A mais paradigmática de nossas cidades, ao adentrar o século 21, encontra-se convulsionada por conta de seus inúmeros e imensos desafios, que requerem uma extraordinária vontade política e capacidade técnica.

No instante em que a globalização com seus permanentes desafios e promessas apontam para o crescente processo de urbanização, e a cristalização das megalópoles, onde residirá a maior parte do planeta.

Agora, residindo na cidade das promessas da modernidade, e que me deu a honra de representá-la no Congresso, venho somar-me aos milhares de cidadão do país e do mundo que transformaram a modesta cidade da garoa na mais cosmopolita, descortinando para o futuro próximo e mediato o desafio de torná-la mais democrática e solidária.

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Roberto Freire é presidente do PPS

Texto: Roberto Freire

Fonte: Brasil Econômico

Herdeiro do Partidão, PPS completa 19 anos em sua atual formação

Publicado porAssessoria de Imprensa | categoria(s): Brasil | em: 26-01-2011

O Partido Popular Socialista (PPS) comemora, nesta quarta-feira, 19 anos de lutas pelo Brasil em sua atual formação e, em março deste ano, completa 89 anos, já que nasceu do Partido Comunista Brasileiro (PCB). É, sem dúvida, a força política mais resistente na história do país. Nascido no dia 25 de março de 1922, em Niterói, como PC-SBIC (Partido Comunista, Seção Brasileira da Internacional Comunista), mudou seu nome para PPS em seu X Congresso, em São Paulo, no dia 26 de janeiro de 1992. Legenda reconhecida por sua combatividade, atravessou a história política do país sempre lutando pelo direito dos trabalhadores e levantando a bandeira da justiça social. Foi perseguida duramente por isso. Militantes foram presos, torturados e assassinados por ditaduras. Na maior parte de sua história, teve que atuar na clandestinidade.

Nesse período, teve seu principal líder, Luiz Carlos Prestes, duramente perseguido por diversos governos autoritários. O Cavaleiro da Esperança passou anos na cadeia, mas nunca deixou de participar ativamente da vida política brasileira, comandando, mesmo do cárcere, a atuação do partido junto a movimentos populares. No decorrer da história, o PCB teve papel destacado nos principais acontecimentos políticos do país.

Na década de 80, com a retomada da democracia no Brasil e a consequente legalização da legenda, o processo de renovação interna do partido ganha força. A queda do muro de Berlim, em 1989, e a derrocada do “socialismo real” no Leste europeu reforçam essa necessidade. Nesse período, o ainda PCB lançou pela primeira vez candidato próprio a presidente da República, nas primeiras eleições diretas após o fim da ditadura militar. Roberto Freire, presidente do partido, percorreu o país numa campanha histórica para os comunistas.

Em 1992 a mudança se concretiza. Freire, então presidente do PCB, convoca o X Congresso que altera o nome e a sigla de Partido Comunista Brasileiro – PCB para Partido Popular Socialista – PPS (leia o Manifesto de Fundação do PPS). O PCB se torna então o primeiro PC no continente a mudar radicalmente sua política, sua estrutura orgânica e sua simbologia.

De lá para cá, o PPS lançou mais duas vezes candidato próprio a presidente da República. O ex-governador do Ceará e atual deputado Ciro Gomes, que deixou a legenda em 2005, concorreu como candidato a presidente pelo PPS em 1998 e 2002. Em 2006, o partido apoiou a candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB), e em 2010 a de José Serra (PSDB). Para 2011, a meta do PPS é cumprir ativamente seu papel de oposição ao governo, fiscalizando os atos do executivo, e trabalhando na apresentação de proposta e aprovação de projetos de interesse do país como, por exemplo, as reformas política e tributária.

Fonte: Portal PPS

Texto: Redação

A tragédia anunciada

Publicado porAssessoria de Imprensa | categoria(s): Brasil | em: 21-01-2011

Há alguns anos várias catástrofes naturais vêm atingindo brasileiros das mais variadas regiões, ocasionando perdas de vidas, de famílias e de sonhos, tendo como motivo comum chuvas fortes, inundações e deslizamentos. Como um padrão sinistramente repetitivo.

Sabemos agora que os necessários investimentos que poderiam minimizar tais tragédias simplesmente não foram feitos.

Segundo o site Contas Abertas, o governo federal deixou de investir, entre 2004 e 2010, mais de R$ 1,8 bilhão em obras de prevenção de danos provocado pelo clima. Esse é o valor do orçamento autorizado para o programa de “prevenção e preparação para desastres” e o que foi, de fato, realizado.

A tragédia que acontece na região serrana do Rio é fruto da incúria dos diversos níveis de poder público, agravada pela incompetência do governo federal em definir um efetivo programa de prevenção que livre as pessoas de nossas cidades das áreas de risco em que vivem, com estrutura de serviços de engenharia e realocação de populações das áreas de preservação de mananciais e encostas.

A violência da catástrofe do Rio resulta do descaso com que o Estado trata a ocupação do solo. Situação agravada nesses últimos oito anos por um governo de faz-de-conta, cuja única preocupação foi ocupar diariamente os palanques reais e virtuais para fazer graça de sua própria incompetência.

Resultado, os gastos no socorro às vítimas dos desastres são quase oito vezes maiores do que aqueles aplicados na prevenção a desastres naturais. Segundo o Contas Abertas, a verba desembolsada na rubrica “resposta aos desastres e reconstrução”, entre 2004 e 2010, chegou a R$ 4,8 bilhões.

Ou seja, de cada R$ 10 gastos com as chuvas, R$ 9 foram para remediar os danos e só R$ 1 para prevenir. Não por acaso o governo brasileiro, em documento assinado pela secretária Nacional de Defesa Civil, admitiu à Organização das Nações Unidas (ONU), em novembro do ano passado, que grande parte do sistema de defesa civil vive um “despreparo” e que não tem condições sequer de verificar a eficiência de muitos dos serviços existentes.

Como fica patente, na descoordenação que estamos assistindo dos vários agentes envolvidos no socorro às vítimas do Rio.

Uma questão deve ser colocada desde já: de quem é a culpa pelas mortes e pelos prejuízos? Defendo que o Ministério Público, que tem o dever constitucional de proteger a cidadania, investigue e acione a Justiça para punir os culpados e ressarcir os danos sofridos.

Afora isso, está na hora de o Parlamento começar a nova legislatura convocando uma CPI para investigar a fundo por que tais tragédias, que em países de democracia avançada e governos competentes, tais danos são mínimos, e em nosso país, o número de mortos e valor dos prejuízos causados não param de crescer.

Quando governantes e administradores forem punidos criminalmente por sua incúria e o Estado for obrigado a ressarcir os prejuízos, estaremos dando um passo importante no resgate da cidadania, e não mais viveremos uma tediosa crônica do esquecimento a que são relegadas essas tragédias.

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Roberto Freire é presidente do PPS

Fonte: Brasil Econômico

Texto: Roberto Freire

UOL: Freire quer fim de líder da minoria

Publicado porAssessoria de Imprensa | categoria(s): política | em: 20-01-2011

“Vou propor que se acabe com a figura do líder de minoria”, diz Roberto Freire (PPS-SP)

Sem cargos para disputar no governo federal, partidos de oposição vivem outras discussões. Na Câmara, um dos postos a que têm direito é o de líder da minoria, cargo que, segundo Roberto Freire (PPS-SP), nem deveria existir. “Não dá para ter um líder que represente DEM, PPS, PSOL e PSDB”, afirmou Freire, deputado federal e presidente nacional de seu partido, em entrevista ao UOL Notícias. “Vou propor que se acabe com a figura do líder de minoria”, disse

Com 12 deputados, o PPS tem a terceira maior bancada da oposição na Câmara – PSDB elegeu 53 e DEM, 43. Por causa do número de representantes, apenas os dois partidos maiores têm cargos garantidos na mesa da Casa. Além disso, o cotado para líder da minoria é o tucano Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG).

Apesar das divergências sobre a liderança da minoria, o PPS está afinado com tucanos e demistas quanto à candidatura de Marco Maia (PT-RS) à presidência da Casa. O partido também declarou apoio ao petista usando argumento de “respeito à proporcionalidade” – segundo a qual os partidos escolhem seus cargos de acordo com o tamanho de suas bancadas.
 
“O mais importante nessa questão da mesa da Câmara é saber se o presidente dará dignidade ao cargo e representará de forma digna”, disse Freire. Para ele, uma candidatura alternativa poderia até ser discutida pela oposição caso algum nome representativo tivesse se apresentado. Mas, segundo ele, todas as alternativas a Maia eram “genéricos do governo”. “Não havia nenhuma grande dissidência que pudesse gerar uma contradição.”

Mesmo apoiando o candidato petista, Freire diz que vai cobrar do eleito independência com relação ao Executivo. E também mostra como será o tom de seu partido em relação ao governo Dilma: “Soa estranho falar de ética e ter a Casa Civil na mão do [Antônio] Palocci”, critica.

Leia a seguir, a íntegra da entrevista concedida por Freire:

UOL Notícias: Qual o significado do apoio dos partidos de oposição à candidatura de Marco Maia, do PT, para presidente da Câmara?
Roberto Freire: Em uma democracia em que a relação [dos poderes] não tivesse sido tão promíscua, essa questão de presidência da Câmara não teria o tratamento que está tendo ou que se pretende ter, como se fosse uma disputa contra o governo, contra o Executivo.

O mais importante nessa questão da mesa da Câmara é saber se o presidente dará dignidade ao cargo e representará de forma digna e respeitável um dos poderes da República. O presidente da Câmara deve representar bem o Poder Legislativo.

Se tivesse dissidência importante, a oposição poderia até analisar. Valorar se o [candidato] dissidente poderia melhor representar interesses da oposição na Casa e na sociedade. Daí tudo bem. Mas não tinha nenhuma dissidência.

Os candidatos que surgiram eu chamei todos de “genéricos do governo”. Não havia nenhuma grande dissidência que pudesse gerar uma contradição, um candidato oposicionista, nada disso. Tanto é verdade que, no primeiro telefonema do governo –isso é lamentável, porque demonstra subalternidade–, eles retiraram [suas candidaturas], no primeiro telefonema.

UOL Notícias: Mas o presidente da Câmara também tem a importância de ser o terceiro na sucessão do presidente da República [depois do vice-presidente e antes dos presidentes do Senado e do Supremo Tribunal Federal].
Freire: Isso é numa hipótese de você ter traumas na República. Eu tenho que, primeiro, pensar num presidente não com traumas, mas como presidente de um poder. E eu quero saber de um candidato se ele terá responsabilidade em representar, com dignidade, o poder. A necessidade do Brasil, hoje, é que a gente tenha um presidente da Câmara dos Deputados que respeite o poder, que não seja subalterno. Já demos um passo importante.

UOL Notícias: Como está a relação do PPS com outros partidos da oposição? Já se diz que a liderança da minoria deve ficar com o PSDB.
Freire: Você ter um líder do governo, tudo bem. Até se justifica, porque o governo tem uma política. Agora, ter líder da minoria, da oposição, é complicado. Não dá para ter um líder que represente DEM, PPS, PSOL e PSDB. O PPS não está plenamente representado por líder de minoria, porque não somos um bloco. É um equívoco do regimento.

Tem que ter liderança dos vários partidos de oposição. Líder do governo defende política do governo, mas quem defende política das oposições? As oposições são diferentes.

Vou propor que se acabe com a figura do líder de minoria e defender que a bancada [do PPS] exija da Câmara que nos exclua dessa minoria. Seremos minoria da minoria. Não sou bloco nem com DEM, nem com PSDB ou com o PSOL. Talvez formemos bloco com o PV. Então, nós com o PV vamos ter uma liderança e pronto, acabou.

UOL Notícias: É palpável conseguir essa mudança no regimento da Câmara?

Freire: Vou pedir à mesa [diretora da Câmara] que mude isso. Não tem lógica: não sou bloco [com todos os partidos de oposição] e vai ter liderança que represente a oposição? Não estou discutindo se [o líder] é do PSDB ou do DEM. O que estou dizendo é que não tem bloco de oposição para se ter uma liderança de minoria. Você tem oposição de vários partidos, que têm posições distintas sobre o governo.

UOL Notícias: Os deputados que pretendiam disputar com Marco Maia criticam o fato de haver só um candidato, dizendo que isso inibe o debate na Câmara. O senhor concorda?
Freire: Eles [possíveis concorrentes de Maia] reclamam disso aí e vão fazer a política do governo. E fica difícil fazer a política do governo sem ser um dos dois, PT ou PMDB. Eu não quero outro Severino [Cavalcanti, ex-presidente da Casa, protagonista do escândalo do “mensalinho”]. Quem quis Severino foi Lula, que até hoje o elogia.

A representação da Casa pode ter um consenso em torno de quem a representa bem. Não se trata de governo, oposição, de posições políticas e ideológicas. Quando se vai à Constituição, se vê que se deve respeitar a proporcionalidade. A casa ali é a representação do poder e não pode ser representado por maioria ou minoria. Não é banda ideológica “A” ou “B”.

Minha briga com o governo é a briga na sociedade. Mas, no Parlamento, quero independência frente ao governo. Não é questão de maioria ou minoria, é questão do poder. Hoje a subalternidade é regra.

O Executivo fica querendo mandar no Legislativo e ficam inventando dissidências quando não tem. A oposição fez muito bem de não entrar nessa. E agora tem que cobrar independência e seriedade do futuro presidente da mesa.

A briga com o governo vai ser a briga no dia a dia. E até pra brigarmos bem, do ponto de vista da política, é preciso um Legislativo independente. Que fique claro que a oposição não vai dar trégua. Até já está pegando as incongruências da dona Dilma. Ela fala de ética e já esta buscando proximidade com aqueles que não têm ética. Daqui a pouco volta pro PT o Delúbio [Soares, ex-tesoureiro do PT, expulso do partido]. Esta lá a Erenice [Guerra, ex-ministra da Casa Civil]. O Pedro Novais [atual ministro do Turismo] ficou. A Ideli [Salvatti, atual ministra da Pesca] ficou. Soa estranho falar de ética e ter a Casa Civil na mão do [Antônio] Palocci.

Fonte: UOL Notícias

Texto: Fábio Brandt

No DCI, Freire defende mínimo de R$ 600

Publicado porAssessoria de Imprensa | categoria(s): Brasil | em: 19-01-2011

Oposição diverge sobre temas que abrirão o ano legislativo SÃO PAULO – A oposição formada por PSDB, DEM e PPS começa a articular o posicionamento para a votação de matérias importantes no Congresso a partir de fevereiro, quando se encerra o recesso e se inicia uma nova legislatura. A unanimidade fica por conta da defesa do salário mínimo de R$ 600, proposta defendida pelo ex-presidenciável José Serra (PSDB) na campanha eleitoral do ano passado e também sobre a eleição para a presidência da Câmara dos Deputados. Lá, por questões regimentais, o grupo não tem como dar as cartas e propor um candidato. No entanto, as siglas ainda divergem sobre itens como o Código Florestal e a medida provisória que permitirá às cidades-sede da Copa do Mundo de 2014 oferecer incentivos fiscais para atração de investimentos.

Passada a eleição para a presidência da Câmara, que deve ocorrer em 15 dias, a oposição investirá no mínimo de R$ 600. O ex-prefeito do Rio de Janeiro Cesar Maia (DEM) comenta que desde a campanha eleitoral de 2010 a oposição conseguiu comprovar que o valor é compatível com as contas do governo.

“O candidato do DEM a presidente, José Serra, assumiu esse compromisso e demonstrou que era viável. Certamente o DEM votará a favor.”

Presidente nacional do PPS e eleito deputado federal por São Paulo em 2010, Roberto Freire endossa a defesa de Maia e diz que o governo propôs R$ 545 para o mínimo porque o governo Luiz Inácio Lula da Silva promoveu gastos absurdos em sua gestão. “A gente se depara até com situações surrealistas como o ministro Guido Mantega [Fazenda] criticando a gestão da economia no governo passado, que foi feita por ele mesmo”, critica. Ele adiantou que o partido vai defender os R$ 600, mas que está disposto a ouvir a posição das centrais sindicais, que tem pleiteado R$ 580 para o benefício.

Divergências

A tragédia ocasionada pela chuva na região serrana do Rio de Janeiro é um dos itens que poderão motivar o comportamento de oposição de PSDB, DEM e PPS no que diz respeito à votação do Código Florestal. O texto, relatado pelo deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB), prevê autonomia de estados e municípios sobre as áreas de conservação, hoje sob a tutela do governo federal.

“A questão da transferência da gestão ambiental para estados e municípios precisa ser analisada. Essa medida pode estimular a especulação imobiliária desenfreada”, advertiu Freire.

Cesar Maia acredita que o Congresso vai corrigir as distorções da proposta.

“Se algum dispositivo estimula situações de risco, penso que o Congresso rechaçará.”

Os dois eximiram a presidente Dilma Rousseff de responsabilidades na tragédia fluminense. “Nada se deve exigir de um novo governo que [nem] sequer completou 30 dias. Do governo do estado, com o mesmo governador, sim”, atacou Cesar Maia.

Para Freire, os incidentes foram ocasionados por omissões de governos passados por conta da urbanização não planejada das regiões atingidas. “Foi uma tragédia, uma fatalidade”, concluiu o deputado.

O dirigente do PPS disse também que seu partido ainda não discutiu a MP das Cidades-Sede da Copa, mas que vê a questão com restrições. “Pessoalmente, eu tenho sérias restrições: primeiro porque acho o número de cidades-sede alto [foram escolhidas 12 capitais]. Segundo que o Pan-Americano do Rio de Janeiro [2007] foi um triste exemplo de desvios de recursos e de ‘elefantes brancos’”, atacou.

O ex-prefeito carioca vê a questão com outros olhos. “Incentivos fiscais, há dezenas por todos os lados. Acho boa a medida. Ela, por si só, não provoca desvios de recursos”, defende.

A senadora Marina Silva (PV-AC) previu ontem, em São Paulo, que a presidente Dilma terá problemas para conduzir sua relação com o Congresso por conta do “fogo amigo” dos aliados. “Para o próprio presidente Lula, que tinha toda uma força na opinião pública, já era difícil lidar com a base. Imagino que essas dificuldades permaneçam”, projetou a senadora.

Eleições

Freire considera que a oposição não tem condições de intervir sobre a candidatura isolada do petista Marco Maia (RS) à presidência da Câmara, mas disse que o partido não apoiará a pretensa candidatura do deputado federal Sandro Mabel (PR-GO). “O Mabel seria um genérico”, classificou. “O importante é que o novo presidente da Casa faça jus à importância do cargo.”.

Cesar Maia defende que “é natural que o maior partido ofereça o presidente da Câmara” e que o candidato petista não levantou resistências no parlamento.

A oposição começa a articular o posicionamento para o novo ano legislativo. Já unificaram discurso em torno do salário mínimo, mas discordam do Código Florestal e da MP da Copa.

Fonte: DCI

Texto: Anderson Passos

Freire defende CPI para apurar responsabilidades da tragédia no Rio

Publicado porAssessoria de Imprensa | categoria(s): Brasil, Infra-estrutura, política | em: 18-01-2011

A tragédia provocada pelas chuvas na região serrana do Rio de Janeiro, que já matou mais de 640 pessoas, não pode ficar sem investigação por parte do Congresso Nacional. Para apurar as responsabilidades da maior catástofre ocorrida no Brasil, o deputado federal eleito, Roberto Freire (SP), defendeu nesta segunda-feira a criação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para apurar  a “omissão e a responsabilidade” dos governos federal e estadual  na aplicação dos recursos para a prevenção de desastres naturais.

“Apesar do esvaziamento que esse instrumento legislativo sofreu durante o governo Lula – particulamentar a partir da investigação do mensalação com a Comissão de Inquérito dos Correios – , não resta ao país e ao regime democrático outro instrumento de ação do parlamento se não a instalação de uma CPI para apurar a tragédia que ocorreu no Rio de Janeiro”, sugeriu Freire. Ele disse que irá propor ao novo líder da bancada do PPS na Câmara, deputado Rubens Bueno (PR), a busca de apoio de parlamentares para subscreverem o pedido de criação de CPI.

Para Roberto Freire, o Congresso precisa seguir o exemplo dos países em que  “a coisa pública e a cidadania são levadas a sério e abrir uma investigação” sobre as causas e as omissões que provocaram a tragédia nas cidades da região serrana do Rio de Janeiro. “Na Austrália, onde as enchentes vitimaram 17 pessoas, as causas estão sendo investigadas”, lembrou.

Descalabro

Freire não poupou críticas ao governo federal por ter repassado ao Estado do Rio de Janeiro apenas 1% das verbas orçamentárias previstas para a prevenção de desastres naturais em 2010, de acordo com a ONG Contas Abertas. “Tudo isso é um descalabro total, até porque existe um Centro [Nacional de Prevenção de Desastres] com orçamento de R$ 2,6 milhões que ainda não saiu do papel. E essa incúria e irresponsabilidade não vai ser investigada? Será a crônica do esquecimento anunciado?”, questionou.  

O deputado argumenta ainda que o “terrível desastre”  no Rio não é um “problema da oposição ou do governo”, mas do país. “A apuração não pode ser trada como probelma de oficialismo ou oposicionismo. A sociedade é que clama pela apuração do que ocorreu e por que ocorreu”, disse.

Absurdo

Roberto Freire considerou ainda de “absurdo” o Brasil ter reconhecido em documento enviado a ONU não ter um sistema de alerta de riscos de desastres às comunidades.

Ele também disse estar preocupado com o atendimento às vítimas, sobretudo pelo risco de desvios das doações. “O pior é que já existem indícios de que isso possa estar acontecendo, e o governo não tem  mostrado eficiência para fazer chegar as doações a quem está precisando. É uma incompetência completa”, afirmou.

Fonte: Portal PPS
Texto: Luís Zanini

PV-PPS: novidade política

Publicado porAssessoria de Imprensa | categoria(s): Brasil | em: 14-01-2011

 Em meio à pasmaceira da luta por cargos entre PMDB e PT, incendiada agora, no começo de mais um mandato da aliança governista, está sendo gestado algo novo na política brasileira: o bloco parlamentar PV-PPS. Desde a definição do processo eleitoral, em outubro passado, o PPS vem trabalhando por uma articulação política que garanta um espaço de atuação para a vertente de uma esquerda democrática que buscamos representar.

As eleições de 2010 demonstraram a força da questão ambiental com uma expressiva votação da candidatura do PV, principalmente nos grandes centros urbanos e ficou clara, também, a necessidade de apresentarmos uma alternativa que expresse os valores da esquerda democrática.

Nesse sentido, além de buscar um melhor funcionamento parlamentar, essa aproximação é uma sinalização clara da convergência desses dois partidos para apresentar a sociedade uma oposição qualificada que se movimente em torno de bandeiras modernas como a sustentabilidade, a justiça social e as liberdades democráticas.

O que orientará a ação político-parlamentar desse bloco será a definição de uma agenda moderna para o país que contemple além das necessárias reformas democráticas do Estado, a constituição de uma perspectiva de longo prazo, referendando políticas de Estado, mais que meramente de governo, tendo como eixo central um projeto de desenvolvimento inclusivo e ambientalmente sustentado, alicerçado no acesso à educação de qualidade e na inovação tecnológica.

Assim, a articulação do PPS com o PV, na Câmara Federal, como um Bloco Parlamentar garantindo-se a independência de cada um dos partidos, e de seus programas em suas definições de voto, com um líder do partido de maior representatividade parlamentar, e vice-líderes dos demais partidos constituintes, buscando a construção de posições consensuais em todos os pontos do trabalho parlamentar, poderá representar uma nova forma de composição política, com importantes consequências para a política nacional.

Dessa forma, pretendemos bem representar os segmentos sociais, do mundo do trabalho, da produção e da cultura, que almejam um país democrático, socialmente justo e comprometido com o desenvolvimento sustentado, articulando a sociedade e seus segmentos representativos na construção de uma nova cidadania, marcada pelo humanismo e por uma concepção cosmopolita dos problemas que afligem nosso povo e todos os seres humanos para os desafios do século 21.

Este o compromisso que assumimos com todos os brasileiros e brasileiras, no momento que vivemos as ameaças de uma crise financeira internacional que se apresenta longa e de difícil solução, com grandes repercussões no Brasil, e que exigirá de todos nós coragem, decisão e, acima de tudo, soluções novas para enfrentarmos os velhos problemas.

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Roberto Freire é presidente do PPS

Fonte: Brasil Econômico

Texto: Roberto Freire

Prefeito de Rio Verde se encontra com Freire e Stepan em Brasília

Publicado porAssessoria de Imprensa | categoria(s): Brasil | em: 13-01-2011

Durante a viagem do prefeito de Rio Verde (GO), Juraci Martins, a Brasília, nesta semana, aconteceram vários encontros com autoridades. Em um deles o prefeito conversou de forma descontraída com o deputado federal eleito por SãoPaulo, Roberto Freire (PPS) e o deputado federal eleito pelo Rio de Janeiro Stepan Nercessian (PPS), quando foram trocadas experiências e novas ideias para melhorar o trabalho a favor da população.

Dialogaram sobre o atual quadro político brasileiro, e nesta ocasião Juraci aproveitou para demonstrar sua grande admiração pelo deputado Roberto Freire devido sua história de luta pelo povo. “Fico satisfeito em poder trocar experiências e conversar com um ícone da política nacional”, disse o prefeito.

Mas não foi só Juraci que teceu elogios, o deputado eleito Stepan Nercessian disse que era um prazer conhecer o prefeito Juraci que administra uma cidade tão importante como Rio Verde. Ele ainda ressaltou ter percebido que a cidade tem crescido cada vez mais com a atual administração. E acrescenta que esteve na cidade no ano de 1997 acompanhando seus amigos Rick e Renner em um show durante a exposição agropecuária e que ficou encantado com o povo e omunicípio.

Leia abaixo breve histórico dos deputados.

Roberto Freire

Roberto Freire nasceu em Recife em 1942 é advogado e um homem de respeito no cenário político. É o presidente nacional do PPS possui uma grande bagagem política com mais de 40 anos de vida pública e 32 anos de mandatos. Foi deputado estadual, deputado federal cinco vezes e senador por Pernambuco.

Em 2010 foi eleito Deputado Federal por São Paulo com 121.471 votos. Segundo o site oficial deRoberto Freire após 32 anos de mandatos por Pernambuco, o parlamentarcandidatou-se por São Paulo com o intuito de fortalecer o partido e deconsolidar a esquerda democrática, fundamental para o aprimoramento do processopolítico brasileiro e, consequentemente, para o crescimento do país.

Stepan Nercessian
Stepan nasceu em Cristalina (Goiás) em 1953. Em sua história política participou das campanhas da Anistia e das Diretas-Já, e diversas outras lutas pela democracia. Pelo PPS, foi eleito vereador em 2004 com 26.644 votos na época. Em 2008 conquistou o seu segundo mandato, com 50.532 votos. Nas eleições de 2010, Stepan Nercessian foi eleito deputado federal pelo PPS com 84 mil votos.

Por: Assessoria do Prefeito

Deu no blog do Lauro Jardim: Sumidos do Twitter?

Publicado porAssessoria de Imprensa | categoria(s): Brasil | em: 12-01-2011

Os presidentes do DEM e do PSDB andam sumidos do Twitter. O demista Rodrigo Maia não usa o microblog desde a segunda-feira, quando lamentou a morte de do correligionário Eliseu Resende.

Por sua vez, o tucano Sérgio Guerra praticamente desapareceu do microblog. Não posta comentários desde o dia 15 de outubro passado, quando indicou aos seguidores que acompanhassem um Twitter específico do então presidenciável José Serra em Pernambuco.

Somente Roberto Freire, presidente do pequeno PPS, que anunciou ontem no microblog ter pedido ao partido uma análise para tentar acabar com a “vergonhosa” concessão de passaportes diplomáticos para a família Lula. E só.

E sobre as férias de Lula no Twitter? Nada. Devem estar em férias também…

Por Lauro Jardim

http://veja.abril.com.br/blog/radar-on-line/partidos/sumidos-do-twitter/