No DCI, Freire defende mínimo de R$ 600

Publicado por Assessoria de Imprensa | Categoria(s): Brasil | Em: 19-01-2011

Oposição diverge sobre temas que abrirão o ano legislativo SÃO PAULO – A oposição formada por PSDB, DEM e PPS começa a articular o posicionamento para a votação de matérias importantes no Congresso a partir de fevereiro, quando se encerra o recesso e se inicia uma nova legislatura. A unanimidade fica por conta da defesa do salário mínimo de R$ 600, proposta defendida pelo ex-presidenciável José Serra (PSDB) na campanha eleitoral do ano passado e também sobre a eleição para a presidência da Câmara dos Deputados. Lá, por questões regimentais, o grupo não tem como dar as cartas e propor um candidato. No entanto, as siglas ainda divergem sobre itens como o Código Florestal e a medida provisória que permitirá às cidades-sede da Copa do Mundo de 2014 oferecer incentivos fiscais para atração de investimentos.

Passada a eleição para a presidência da Câmara, que deve ocorrer em 15 dias, a oposição investirá no mínimo de R$ 600. O ex-prefeito do Rio de Janeiro Cesar Maia (DEM) comenta que desde a campanha eleitoral de 2010 a oposição conseguiu comprovar que o valor é compatível com as contas do governo.

“O candidato do DEM a presidente, José Serra, assumiu esse compromisso e demonstrou que era viável. Certamente o DEM votará a favor.”

Presidente nacional do PPS e eleito deputado federal por São Paulo em 2010, Roberto Freire endossa a defesa de Maia e diz que o governo propôs R$ 545 para o mínimo porque o governo Luiz Inácio Lula da Silva promoveu gastos absurdos em sua gestão. “A gente se depara até com situações surrealistas como o ministro Guido Mantega [Fazenda] criticando a gestão da economia no governo passado, que foi feita por ele mesmo”, critica. Ele adiantou que o partido vai defender os R$ 600, mas que está disposto a ouvir a posição das centrais sindicais, que tem pleiteado R$ 580 para o benefício.

Divergências

A tragédia ocasionada pela chuva na região serrana do Rio de Janeiro é um dos itens que poderão motivar o comportamento de oposição de PSDB, DEM e PPS no que diz respeito à votação do Código Florestal. O texto, relatado pelo deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB), prevê autonomia de estados e municípios sobre as áreas de conservação, hoje sob a tutela do governo federal.

“A questão da transferência da gestão ambiental para estados e municípios precisa ser analisada. Essa medida pode estimular a especulação imobiliária desenfreada”, advertiu Freire.

Cesar Maia acredita que o Congresso vai corrigir as distorções da proposta.

“Se algum dispositivo estimula situações de risco, penso que o Congresso rechaçará.”

Os dois eximiram a presidente Dilma Rousseff de responsabilidades na tragédia fluminense. “Nada se deve exigir de um novo governo que [nem] sequer completou 30 dias. Do governo do estado, com o mesmo governador, sim”, atacou Cesar Maia.

Para Freire, os incidentes foram ocasionados por omissões de governos passados por conta da urbanização não planejada das regiões atingidas. “Foi uma tragédia, uma fatalidade”, concluiu o deputado.

O dirigente do PPS disse também que seu partido ainda não discutiu a MP das Cidades-Sede da Copa, mas que vê a questão com restrições. “Pessoalmente, eu tenho sérias restrições: primeiro porque acho o número de cidades-sede alto [foram escolhidas 12 capitais]. Segundo que o Pan-Americano do Rio de Janeiro [2007] foi um triste exemplo de desvios de recursos e de ‘elefantes brancos’”, atacou.

O ex-prefeito carioca vê a questão com outros olhos. “Incentivos fiscais, há dezenas por todos os lados. Acho boa a medida. Ela, por si só, não provoca desvios de recursos”, defende.

A senadora Marina Silva (PV-AC) previu ontem, em São Paulo, que a presidente Dilma terá problemas para conduzir sua relação com o Congresso por conta do “fogo amigo” dos aliados. “Para o próprio presidente Lula, que tinha toda uma força na opinião pública, já era difícil lidar com a base. Imagino que essas dificuldades permaneçam”, projetou a senadora.

Eleições

Freire considera que a oposição não tem condições de intervir sobre a candidatura isolada do petista Marco Maia (RS) à presidência da Câmara, mas disse que o partido não apoiará a pretensa candidatura do deputado federal Sandro Mabel (PR-GO). “O Mabel seria um genérico”, classificou. “O importante é que o novo presidente da Casa faça jus à importância do cargo.”.

Cesar Maia defende que “é natural que o maior partido ofereça o presidente da Câmara” e que o candidato petista não levantou resistências no parlamento.

A oposição começa a articular o posicionamento para o novo ano legislativo. Já unificaram discurso em torno do salário mínimo, mas discordam do Código Florestal e da MP da Copa.

Fonte: DCI

Texto: Anderson Passos

Comentários

Temos (1) comentários para No DCI, Freire defende mínimo de R$ 600

  1. Roberto tem que bater forte nessa questão do salário mínimo de R$600,00, atéporque essa foi uma promessa de campanha de campanha nossa em 2010, se a maioria da população brasileira não compreendeu é outra história, no momento não cabe, portanto temos que ser firme, dialogar com as cenrais sindicais, com as associações representativas da classe trabalhadora e patronal, salário com poder de compra, é consumo interno super aquecido, fortalece a economia é essa massa trabalhadora que consome o dinheiro 100% no país.

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