PPS e PSDB selam unidade em torno do salário mínimo de R$ 600

Publicado por Assessoria de Imprensa | Categoria(s): Brasil | Em: 09-02-2011

O PPS e o PSDB selaram nesta quarta-feira (09/02) unidade em defesa da aprovação pelo Congresso Nacional de um salário mínimo de R$ 600 para 2011. “Vamos unificar as oposições em torno dos R$ 600 para o salário mínimo”, disse o presidente nacional do PPS, Roberto Freire, após reunião com o ex-governador José Serra e os líderes do PPS, Rubens Bueno, e do PSDB, Duarte Nogueira, na Câmara dos Deputados.

Freire informou que Serra está disposto a discutir a viabilidade do mínimo de R$ 600 no Senado, aceitando o convite do senador Itamar Franco (PPS-MG). Só falta marcar a data.

Durante a reunião, que contou ainda com a presença do deputado Arnaldo Jordy (PPS-PA), Serra disse que a discussão em torno do salário mínimo envolve também a austeridade nos gastos do governo, um ponto que, até o momento, figura apenas nos discursos da presidente Dilma Rousseff.

“Serra disse que a presidente (Dilma Roussef) está fazendo em seus discursos, como nós entendemos também, uma crítica à política irresponsável do governo Lula, porque percebeu que agora precisará colocar em prática aquilo que Lula, irresponsávelmente, deixou de fazer, ou seja, conter o gasto público”, relatou Freire.

A oposição cobra que a ação do governo nessa área vá além do “falatório”, que era uma das especialidade do ex-presidente Lula.

Austeridade para valer

Segundo Freire, esses gastos elevados são uma “péssima herança” que Dilma recebeu de Lula. O presidente do PPS disse que a economia que a presidente precisa fazer não pode se restringir aos recursos do Congresso, dos políticos, por meio do corte de emendas constitucionais, e dos partidos. “Tem de parar com negociatas, como a do Panamericano – que precisa ser investigada – , com o projeto do trem bala”, afirmou Freire, apontando esses casos como exemplos de desperdício de dinheiro público.

A bancada do PPS, salientou, não tem nada a contrapor à ideia de que deve haver contingenciamento, congelamento de gastos. “Mas não pode ficar restrito. Tem de ser plano de contingenciamento geral, sério; austeridade para valer”, cobrou. A “farra dos cargos em comissão e as disputas autofágicas dentro da base aliada para a ocupação do aparelho do Estado têm de acabar; se fizer isso, ela já começa a ser opositora ao governo Lula”.

Centrais e sociedade

O líder do PPS na Câmara, Rubens Bueno, afirmou que tanto Serra como os deputados dos dois partidos saudaram a luta das centrais sindicais por um salário mínimo maior do que o oferecido pelo governo. “Saudamos a iniciativa das centrais de não se subordinarem a proposta do Planalto. Temos certeza que elas não recuarão. Nossa proposta (os R$ 600 da oposição) não bate exatamente com a deles (que é de R$ 580), mas percebemos que as centrais estão promovendo um resgate de sua luta por um salário mínimo digno”, disse o deputado.

Bueno lembrou ainda que a valorização do piso dos trabalhadores é uma luta antiga do PPS. “Temos um projeto tramitando que eleva o mínimo, no prazo de 10 anos, ao valor defendido pelo Dieese”, lembrou.

Fonte: Portal PPS
Texto: Valéria de Oliveira

Comente