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O Brasil e seu futuro

Publicado porAssessoria de Imprensa | categoria(s): Brasil, Cidadania, Economia, Eleições, campanha | em: 29-10-2010

Publicado no Brasil Econômico em 29/out/2010

No próximo domingo, seremos mais uma vez chamados a responder a uma questão essencial: que futuro queremos para nosso país, depois de oito anos de um governo que não fez nenhum avanço nas necessárias reformas democráticas do Estado (política, tributária, educacional etc.), por desídia ou oportunismo, e que apenas se refestelou nas conquistas de governos passados, aproveitando-se de uma situação econômica passageira na economia mundial.

Não estaremos apenas escolhendo um novo presidente entre dois candidatos, mas que país queremos ser! Um país cuja população mais pobre deva continuar dependendo do Bolsa Família ou um país que garanta aos seus filhos educação de qualidade e formação técnica capaz de torná-los cidadãos, por meio do trabalho e da repartição da riqueza socialmente produzida?

Um país maravilhoso na propaganda governamental ou um país que procura realizar seu projeto de nação enfrentando efetivamente suas precárias condições sociais, ao buscar resolver, de uma vez por todas, a criminosa questão da falta de saneamento e água tratada para metade de nossa população?

Um país que depende basicamente de produzir e exportar matérias-primas, como hoje, ou um país capaz de produzir conhecimento e uma indústria importante de manufaturados, ampliando nossa participação no comércio mundial?

Um país preso a uma das mais altas taxas de juros do mundo ou um país dotado de uma política macroeconômica que imponha uma política fiscal responsável, que garanta os instrumentos necessários para a redução dos juros e uma política cambial competitiva?

Um país preso a uma política que mantém e garante a manutenção de oligarquias de um passado que não passa ou um país moderno, com uma sociedade civil ativa que controla o Estado e participa de suas realizações?

Um país que ameaça a liberdade de opinião e de imprensa ou um país que tem nessas liberdades o fundamento de uma sociedade democrática, plural e livre, capaz de escolher seus caminhos por meio da democracia representativa, tendo na mídia um aliado na fiscalização do Estado?

Um país cuja política externa é voltada para a realização da concepção ideológica de um partido ou um país cuja política externa é voltada para preservar os interesses nacionais, comprometida com a ampliação da democracia, da autodeterminação dos povos e garantia dos fundamentais direitos humanos, colocando-se contra qualquer tipo de ditadura?

Um país cujo presidente confronta os poderes instituídos da República, ou um país onde Executivo, Legislativo e Judiciário respeitam-se mutuamente e cumprem suas funções constitucionais?

Um país onde os valores republicanos são usados em benefício de pessoas ou partidos ou um país onde o mérito, a honestidade e a transparência sejam elementos fundantes de nossa convivência democrática?

Enfim, o país que seremos será fruto da decisão que domingo definiremos. Para tanto é necessário que compareçamos às urnas com o coração leve, a cabeça erguida e confiantes que o Brasil pode mais!

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Roberto Freire é presidente do PPS

Serra vence debate Folha/RedeTV! exaltando valores e propostas

Publicado porAssessoria de Imprensa | categoria(s): Brasil, Eleições, campanha | em: 18-10-2010

Considerado pelo grupo de indecisos mediado pela RedeTV! e Folha de S.Paulo, promotoras do evento, como o vencedor do debate, José Serra demonstrou mais uma vez na noite neste domingo (17) os motivos que lhe conferem a posição de candidato mais preparado para assumir o comando do País a partir do dia 1º de janeiro de 2011. Além da trajetória política sólida, sempre conquistada com o apoio popular nas urnas, e da apresentação de propostas concretas, modernas e eficientes para os problemas que afligem o País, Serra ressaltou que a sua candidatura promove os valores éticos e morais, essenciais para o andamento saudável de uma sociedade civil. “Os meus valores são a verdade, a honestidade, a liberdade e a democracia, a justiça e a solidariedade”, registrou.

Defensor de um governo de “união”, o presidenciável também ratificou sua disposição de tratar todas as regiões e correntes políticas de forma equilibrada e democrática, sem prejuízos para quaisquer partes. “O que quero para o Brasil é um governo de união nacional, que não desperte o ódio dentro da sociedade brasileira”, disse.

Atento aos princípios democráticos – a luta contra a ditadura militar, na segunda metade do século passado, deixou marcas na trajetória do candidato -, Serra pediu que os brasileiros vão às ruas de “cabeça erguida” e “coração leve” nessas duas semanas antes do pleito final.   “Conquiste um voto a mais. Braços dados, cabeça erguida, coração leve para, até o dia 31 de outubro, ganhar pelo Brasil”. Voltado às discussões referentes ao futuro, o ex-governador de São Paulo se defendeu da tentativa da campanha adversária de discutir questões ultrapassadas, como a privatização de empresas estatais. “Na véspera da eleição, vem o PT, vem a candidata, e colocam no centro a questão da privatização por uma questão puramente eleitoral. Não tem nada a ver com a agenda do Brasil hoje”, argumentou.

Serra também lembrou que desde sua juventude defende o fortalecimento da Petrobrás, atualmente refém do loteamento político promovido pelo governo federal. Contrário à entrega de cargos técnicos para siglas políticas, Serra vai fortalecer empresas como a Petrobrás, os Correios, o BNDES e a Caixa Econômica Federal.

Em vez de apenas criticar ações de adversários e se referir ao passado, José Serra levou para o debate discussões sobre o rumo de temáticas fundamentais para o governo federal, como saúde, educação, segurança pública e infraestrutura. Sempre citando a situação do setor nos últimos oito anos e deixando claro quais são suas intenções como candidato a presidente para otimizá-la, Serra propôs, por exemplo: a implantação de 154 Policlínicas em todos os estados brasileiros, sem exceção, a criação do programa “Mãe Brasileira”, para gestantes e recém-nascidos, a criação de um milhão de novas vagas no ensino técnico, a reestruturação do Enem, o combate aos contrabandos de armas e drogas nas fronteiras do País, sobretudo junto à Bolívia, o fortalecimento de ações que retirem do papel obras de infraestrutura que se arrastam há anos, por exemplo. Gestor conhecido pela competência na realização de obras e ações, Serra tem como meta melhorar as estradas e construir e otimizar portos, como o de Pecém, no Ceará, e aeroportos, como o de Porto Seguro, na Bahia.

Fonte: site Serra 45

Freire participa de ato pró-Serra no PR

Publicado porAssessoria de Imprensa | categoria(s): Agenda, Brasil, Eleições, campanha | em: 14-10-2010

Nesta quinta-feira (14/10), o presidente nacional do PPS, Roberto Freire, participou de um grande ato pró-Serra em Curitiba, ao lado de Sérgio Guerra, presidente do PSDB, e de Jorge Bornhausen, presidente de honra do DEM, além de deputados federais, estaduais, prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e lideranças de praticamente todos os municípios do Paraná.

O evento, organizado pelo governador eleito do Paraná, Beto Richa (PSDB), reuniu cerca de 10 mil pessoas no tradicional restaurante Madalosso, em Curitiba, para apoiar a candidatura de José Serra à Presidência da República. “Foi um ato muito significativo. Sinal de que o Paraná vai ampliar a vitória no segundo turno. É hora de militarmos com força total para eleger Serra”, disse Freire.

Richa acredita Serra terá uma vantagem de cerca de 1,5 milhão de votos no segundo turno sobre a adversária Dilma Roussef.  “No Paraná já temos o dobro da vantagem sobre a adversária que fizemos no primeiro turno. Vamos avançar muito mais e chegar a 1,5 milhão de votos de diferença e acabar de vez com a marola vermelha”, disse Beto.  “É uma questão de patriotismo defender o Brasil e colocar o país em mãos limpas, honestas e competentes de um administrador brilhante”, afirmou. Beto reforçou a importância do trabalho de todos nesta etapa para colocar na presidência um presidente aliado.

O presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, disse que a vitória de Beto Richa em Curitiba representa a vitória da boa política, e que agora há uma nova vitória a ser construída, para que o país volte a caminhar respeitando as leis e a democracia, atendendo a todos e promovendo o bem estar das famílias. “Esta é uma eleição para decidir entre o futuro do país e o tumulto que representa a candidata adversária”, disse Guerra.


Importante parceria

O presidente nacional do PPS destacou a importância da atuação do partido no Paraná. “Elegemos bancadas expressivas. Nossas lideranças tiveram importante papel na eleição do Beto e no bom desempenho do Serra no estado. No segundo turno estaremos ainda mais ativos. O tamanho deste evento demonstra a força do nosso grupo”, disse Freire.

O deputado federal eleito por São Paulo declarou que o PPS foi um dos primeiros partidos a apoiar o tucano. “Estamos juntos desde o primeiro turno. Agora não seria diferente. É uma parceria madura em benefício do país.”

Sociólogo Demétrio Magnoli ressalta a ineficácia das pesquisas eleitorais

Publicado porAssessoria de Imprensa | categoria(s): Brasil, Eleições, campanha | em: 14-10-2010

Roberto Freire, presidente nacional do PPS, indica a leitura do artigo “Os Falsários”, de autoria do sociólogo Demétrio Magnoli, publicado nesta quinta-feira (14/10) na página A2 do jornal O Estado de S. Paulo.  Freire compartilha da opinião de Magnoli sobre os ineficazes métodos utilizados pelos institutos de pesquisas que acabam por envenenar a democracia brasileira.

“Este texto esclarece que as pesquisas eleitorais tornaram-se escusas ferramentas de campanha que servem apenas para ludibriar os eleitores e atrapalhar o processo democrático”, afirma Freire.

Confira abaixo o artigo na íntegra:

Os falsários

Demétrio Magnoli – O Estado de S.Paulo

Carlos Augusto Montenegro, o presidente do Ibope, profetizou há muitos meses uma vitória folgada de José Serra no primeiro turno. A campanha não havia começado e o Ibope não tinha pesquisas relevantes. O Oráculo falou para bajular aquele que, presumia sua sabedoria política, seria o próximo presidente. Mais tarde, durante a campanha, de posse de inúmeras pesquisas, o Oráculo asseverou com a mesma convicção que Dilma Rousseff venceria no primeiro turno. A bajulação aos poderosos de turno obedece a uma lógica inflexível. Na mesma entrevista, ele sugeriu que a oposição atentava contra a democracia ao repercutir os escândalos no governo. Cada um fala o que quer, nos limites da lei, mas o Oráculo de araque não se limita a isso: ele vende um produto falsificado.

Pesquisas de opinião declaram uma margem de erro e um intervalo de confiança. A margem de erro expressa a variação admissível em relação aos resultados divulgados. O intervalo de confiança expressa a confiabilidade da pesquisa – ou seja, a probabilidade de que ela fique dentro da margem de erro. Na noite de 3 de outubro, o Ibope divulgou as pesquisas de boca de urna para a eleição nacional e para 16 Estados, registradas com margem de erro de 2% e intervalo de confiança de 99%. Das 17 pesquisas, 12 ficaram fora da margem de erro. O intervalo de confiança real é inferior a 30%. Um cenário similar, catastrófico, emerge das pesquisas para o Senado. Há tanta diferença assim entre isso e vender automóveis com defeitos nos freios?

O Ibope não está só. Datafolha, Sensus e Vox Populi não fizeram pesquisas de boca de urna, mas suas pesquisas imediatamente anteriores também não resistem ao cotejo com as apurações. Todos os grandes institutos brasileiros cometem um mesmo erro metodológico, bem conhecido pelos especialistas. Eles usam o sistema de amostragem por cotas, que tenta produzir uma miniatura do universo pesquisado. A amostra é montada com base em variáveis como sexo, idade, escolaridade e renda. Isso significa que a escolha dos indivíduos da amostra não é aleatória, oscilando ao sabor de variáveis arbitrárias e contrariando os princípios teóricos da amostragem estatística.

O Gallup aprendeu a lição depois de errar na previsão de triunfo de Thomas Dewey nas eleições americanas de 1948. Venceu Harry Truman e o instituto mudou sua metodologia, adotando um plano de amostragem probabilística, que gera amostras aleatórias. Quase meio século depois, os institutos britânicos finalmente renunciaram à amostragem por cotas. O copo entornou em 1992, quando as pesquisas baseadas na metodologia furada previram a vitória trabalhista, mas triunfou o conservador John Major. Na sequência, uma equipe de especialistas identificou o problema e apresentou a solução. Os institutos brasileiros conhecem toda essa história. Não mudam porque a metodologia atual é mais prática e barata. Vendem gato por lebre.

A amostragem por cotas não permite calcular a margem de erro. Os institutos “resolvem” a dificuldade chutando uma margem de erro, que exibem como fruto de cálculo rigoroso. Como as eleições brasileiras costumam ter nítidos favoritos, eles iludem deliberadamente a opinião pública, cantando acertos onde existem, sobretudo, equívocos. Não é um fenômeno novo. Jorge de Souza, no seu Pesquisa Eleitoral: Críticas e Técnicas (Editora do Senado, 1990), já registrava que 16 das 23 pesquisas Ibope referentes às eleições estaduais de 1986 se situaram fora da margem de erro – o mesmo desastroso intervalo de confiança, em torno de 30%, verificado neste 3 de outubro.

Nem todos os institutos são iguais. O Datafolha conserva notável isenção partidária, embora também utilize o indefensável sistema de amostragem por cotas. O Oráculo do Ibope anda ao redor dos poderosos, sem discriminar partidos ou candidatos, farejando oportunidades em todos os lados. Marcos Coimbra, seu congênere do Vox Populi, pratica uma subserviência mais intensa, porém serve apenas a um senhor. Durante toda a campanha, o Militante assinou panfletos políticos governistas fantasiados como análises técnicas de tendências eleitorais. Dia após dia, sem descanso, sugeriu a inevitabilidade do triunfo da candidata palaciana no primeiro turno. Sua pesquisa da véspera do primeiro turno, publicada com fanfarra por uma legião de blogueiros chapa-branca, cravou 53,4% dos votos válidos para Dilma Rousseff. Errou em 6,5 pontos porcentuais, quase três vezes a margem de erro proclamada, de 2,2%.

Pesquisas, obviamente, não decidem eleições. Mas elas têm um impacto que não é desprezível. Sob a influência dos humores cambiantes do eleitorado, supostamente captados com precisão decimal pelas pesquisas, consolidam-se ou se dissolvem alianças estaduais, aumentam ou diminuem as doações de campanha, emergem ou desaparecem argumentos utilizados na propaganda eleitoral, modifica-se a percepção pública sobre os candidatos. Os institutos comercializam um produto rotulado como informação. Se fosse leite, intoxicaria os consumidores. Sendo o que é, envenena a democracia.

Beto Richa, o governador eleito em primeiro turno no Paraná, obteve da Justiça Eleitoral a proibição da divulgação de pesquisas eleitorais que não o favoreciam. A censura é intolerável, principalmente quando solicitada por alguém que se comprazia em dar publicidade a pesquisas anteriores, nas quais figurava à frente. Ele poderia ter usado o horário eleitoral para expor a incúria metodológica dos institutos e o lamentável papel desempenhado por alguns de seus responsáveis, como o Oráculo e o Militante. A opinião pública, ludibriada a cada eleição, encontra-se no limiar da saturação. Mais um pouco, aplaudirá o gesto oportunista de Richa e clamará pela censura. Que tal os institutos agirem antes disso, mesmo se tão depois do Gallup?

Ah, por sinal, qual é mesmo a taxa de aprovação do governo Lula?

SOCIÓLOGO, É DOUTOR EM GEOGRAFIA HUMANA PELA USP. E-MAIL: DEMETRIO.MAGNOLI@TERRA.COM.BR

Economista esclarece mentira de Dilma

Publicado porAssessoria de Imprensa | categoria(s): Brasil, Eleições, campanha | em: 12-10-2010

O economista e ex-diretor da ANP (Agência Nacional de Petróleo) David Zylbersztajn rebateu, por meio de nota à imprensa, as declarações da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff,  feitas durante o primeiro debate do segundo turno entre a petista e o candidato José Serra (PSDB), realizado pela TV Bandeirantes no último domingo (10/10).

Para Roberto Freire, presidente nacional do PPS, a atitude de Dilma denota desrespeito a Serra e, principalmente, aos eleitores.  ”Esta é mais uma inverdade da candidata do PT. David não é assessor de Serra, nunca foi e nem prega privatização do pré-sal, apenas diz que deve ser mantido o modelo que o próprio PT adotou com total êxito”, afirma Freire.

Provocado pela petista durante o debate, José Serra reagiu às declarações sobre privatização, sobretudo em relação à Petrobras. O tucano disse ter uma “relação especial com a Petrobras”, e assegurou ter lutado pelo fortalecimento da estatal quando líder estudantil e também na época em que foi ministro do governo de Fernando Henrique Cardoso.

Confira abaixo, na íntegra, a nota de esclarecimento de David Zylbersztajn:

ESCLARECIMENTO PÚBLICO

“Durante o debate da Rede Bandeirantes, ocorrido no último domingo, dia 10, a candidata do Partido dos Trabalhadores, sra. Dilma Rousseff referiu-se a mim de forma inverídica e tendenciosa, induzindo, deliberadamente, o eleitor ao erro.

A mesma afirmação tem sido repetida nos programas eleitorais.

Em primeiro lugar refere-se a mim como assessor do candidato do PSDB, José Serra. Devo esclarecer que não sou, nem nunca fui assessor do candidato.

Mais grave, afirma que declarei ser a favor da privatização do pré-sal! A candidata (ou quem a assessora) delira, talvez motivada por assombrações que lhe assomam, vendo uma privatização a cada esquina.

As declarações recentes sobre o assunto (e que encontram-se devidamente registradas em áudio e vídeo) foram dadas em seminário realizado pela Revista EXAME, no Rio de Janeiro, há cerca de uma semana.

Na qualidade de expositor, defendi a manutenção do atual sistema de concessões também para as futuras licitações, sejam elas no pré-sal, ou fora dele.

As áreas do pré-sal, contém, como seria de se esperar, petróleo e gás, os mesmos existentes nas áreas fora do pré-sal.

O modelo de partilha proposto, na minha opinião, é danoso aos interesses do país, por motivos diversos, que não cabem explicar em detalhes neste momento.

O pior deles refere-se à criação de uma estatal para comprar e vender petróleo. Além do mais, a proposta é danosa à Petrobras, que, queira ou não, será obrigada a participar de todos os campos do pré-sal, seja isto de seu interesse, ou não.

Por fim, nunca é demais lembrar que o exitoso modelo de concessões foi implantado a partir da Lei do Petróleo, a partir de 1999. Durante o governo FHC foram realizados 4 leilões sob este regime (num dos quais foram licitadas as áreas do pré-sal). No governo do PT foram 6. Ou seja, se este é um modelo privatizante, foi aplicado de forma bem sucedida e permanente pelo governo do qual fazia parte a candidata Dilma, inclusive na qualidade de Ministra de Minas e Energia.

Por fim, este episódio faz-me lembrar de um trecho da introdução do ‘Crime do Padre Amaro’, de Eça de Queirós, onde para uma situação semelhante, o autor afirmava tratar-se de ‘má fé cínica ou obtusidade córnea’. Neste caso, suponho tratar-se de ambas.

Esta é a verdade.”

David Zylbersztajn