Eleições

PPS vai atuar no Congresso com 12 deputados e um senador. Conheça os representantes do partido

Publicado porAssessoria de Imprensa | categoria(s): Brasil, Eleições, política | em: 31-01-2011

A cerimônia de posse dos deputados da 54ª Legislatura acontece nesta terça, a partir das 10 horas. No mesmo dia, às 18 horas, será realizada a eleição da Mesa Diretora.
A partir de 1° de fevereiro, com a posse dos novos parlamentares, o PPS vai atuar no Congresso Nacional com 12 deputados federais e o senador Itamar Franco (MG). No Senado Federal, onde o partido não ocupava nenhuma cadeira, agora terá um ex-presidente da República. O trabalho será árduo, mas a qualidade dos representantes do partido, com longa experiência política, promete fazer a diferença.

Na Câmara, a bancada será comandada pelo deputado federal Rubens Bueno (PR), que terá como vice-líder Arnaldo Jardim (SP). Já o presidente nacional do partido, Roberto Freire, será um dos articuladores da oposição e volta ao Congresso para o seu sexto mandato como deputado federal. Dois deputados do partido, Cezar Silvestri (PR) e Alexandre Silveira, vão se licenciar do cargo após a posse para assumir secretarias estaduais. Por outro lado, Augusto Carvalho (DF) e Carmen Zanotto (SC), suplentes, vão assumir o mandato logo no início da legislatura, mantendo a bancada do partido com 12 parlamentares.

Confira abaixo um breve perfil dos eleitos e aqui mais informações sobre a posse dos deputados. Para informações sobre a posse no Senado clique aqui.

SENADO

Itamar Franco (MG)
Itamar Franco estreou na política em meados dos anos 50 nas fileiras do PTB. Foi candidato a vereador de Juiz de Fora em 1958 e a vice-prefeito dessa cidade em 1962. Após o golpe de 1964, Itamar se filia ao MDB e, em 1972, é eleito prefeito de Juiz de Fora. Em 1974, se elege senador da República por Minas Gerais, sendo reeleito em 1982. Durante o mandato, foi um ativo defensor da campanha das Diretas já!. No Colégio Eleitoral, votou em Tancredo Neves. Em 1986, disputa o governo de Minas e é derrotado por Newton Cardoso por uma diferença de 1% dos votos. Volta ao Senado para terminar o seu mandato que iria até 1990. Em 1989, elege-se vice-presidente da República na chapa de Fernando Collor. Com o impeachment de Collor em 1992, assume a Presidência da República e dá início a estabilização econômica brasileira, implementando o Plano Real. Em 1994, com popularidade recorde, elege Fernando Henrique Cardoso como seu sucessor. Quatro anos mais tarde é eleito governador de Minas Gerais. Agora, eleito com 5.125.455 votos, assume pela terceira vez o mandato de senador.

Site: www.itamar2010.com.br/
Twitter: twitter.com/itamarfranco

CÂMARA DOS DEPUTADOS

Roberto Freire (SP) – Presidente Nacional do PPS

Sinônimo de ética e seriedade na vida pública, o pernambucano Roberto Freire é presidente nacional do PPS e um dos mais respeitados políticos do país. Com experiência de um mandato como senador, cinco como deputado federal e um como estadual, é conhecedor dos problemas nacionais e reconhecido por toda a mídia como um político sério e competente. Foi escolhido pelo Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar) como um dos 100 “cabeças” do Congresso Nacional por 14 anos. Em sua atividade política também foi líder do governo de Itamar Franco e candidato à Presidência da República em 1989.

Site: www.robertofreire.org.br/
Twitter: twitter.com/freire_roberto

Rubens Bueno (PR) – Líder da Bancada do PPS na Câmara
Paranaense de Sertanópolis, Rubens Bueno iniciou a carreira política no município de Peabiru em meados da década de 1960, quando participou da resistência democrática ao regime militar. Em 1982 foi eleito deputado estadual, sendo reeleito em 1986. Na época foi reconhecido como o deputado mais atuante da Casa. Assumiu a Secretaria do Trabalho e Ação Social do Paraná entre 1987 e 1990, quando, criou a Universidade Popular do Trabalho. Em 1990, conquistou seu primeiro mandato de deputado federal. Em seguida, foi prefeito de Campo Mourão e, em 1998, conquistou outra eleição para deputado federal, tendo sido líder do PPS na Câmara. Eleito secretário-geral do PPS em 2002, disputou a prefeitura de Curitiba em 2004 e o governo do Paraná em 2006. Também foi diretor da Itaipu-Binacional.

Twitter: twitter.com/rubensbueno

Arnaldo Jardim (SP) – Primeiro vice-líder da Bancada do PPS
Paulista de Altinópolis/SP,  Arnaldo Jardim iniciou a vida política como líder estudantil, na Escola Politécnica da USP, onde se formou em engenharia civil e lutou pela redemocratização do País. Sua vida pública começou em 1982 na campanha de Franco Montoro para Governador de São Paulo. Em 1986 foi eleito pela primeira vez deputado estadual, tendo sido reeleito para o cargo em outras três oportunidades. Em 2007 se elegeu deputado federal, sendo reeleito em 2010. Também foi secretário estadual de Habitação em São Paulo e, em 1994, foi candidato a vice-governador do estado. Foi presidente do PPS-SP e atualmente é vice-líder da bancada do PPS na Câmara.

Site: www.arnaldojardim.com/
Twitter: twitter.com/ArnaldoJardim


Dimas Ramalho (SP)
Deputado Federal no seu segundo mandato, Dimas Ramalho é procurador de Justiça e já foi líder da bancada do PPS na Câmara dos Deputados. Natural de Taquaritinga-SP, se elegeu pela primeira para cargo eletivo em 1991, quando conquistou uma cadeira na Assembleia Legislativa de São Paulo. Foi reeleito deputado estadual nas duas eleições seguinte e, em 2002, conquistou sua primeira eleição para a Câmara dos Deputados. Também foi vice-presidente do Nossa Caixa – Nosso Banco, secretário estaudal de Habitação de São Paulo e secretário municipal de Serviços da Prefeitura de São Paulo.

Site: www.dimasramalho.com.br/
Twitter: twitter.com/dimasramalho

Stepan Nercessian (RJ)
Stepan Nercessian é natural de Cristalina-GO. Filho de pais armênio e cearense interessou-se cedo pela política, aproximando-se do antigo Partido Comunista Brasileiro (PCB) com apenas 11 anos de idade. No final dos anos 60, Stepan foi para o Rio de Janeiro onde iniciou sua carreira artística. Já escreveu e dirigiu importantes programas e shows musicais. Participou ativamente das lutas pela redemocratização do país, como as campanhas da Anistia e das Diretas-Já. Pelo PPS, foi eleito vereador do Rio de Janeiro em 2004. Em 2008 conquistou o seu segundo mandato, com 50.532 votos. Assume pela primeira vez o mandato de deputado federal.

Site: www.stepan.com.br/

Arnaldo Jordy (PA)
Natural de Belém do Pará, Arnaldo Jordy foi líder estudantil nos anos 70 e 80 e fez parte da União Nacional dos Estudantes (UNE). Em 1987, elege-se pela primeira vez para a Câmara de Belém, reelegendo-se vereador por quatro mandatos seguidos. Foi candidato a prefeito de Belém por duas vezes. Em 2006, elegeu-se deputado estadual. Na Assembleia Legislativa conseguiu aprovar e transformar em lei vários projetos, entre eles a emenda constitucional que diminuiu o recesso parlamentar e acabou com o pagamento de convocações extras. Também teve atuação de destaque na CPI da exploração sexual contra crianças e adolescentes. Após conquistar 201.171 votos, assume o primeiro mandato como deputado federal.

Site: www.jordy.com.br/
Twitter: twitter.com/arnaldojordy

Cesar Halum (TO)
Goiano de Anápolis, o médico-veterinário César Hanna Halum iniciou sua carreira política no Tocantins em 1988, se elegendo vereador por Araguaína. Em 1996, foi nomeado interventor de da cidade, ficando no cargo até o dia 31 de dezembro do mesmo ano. Foi eleito deputado estadual em 2002, e reeleito em 2006. Chegou a presidir a Assembléia Legislativa no biênio 2005/2006. Foi vice-presidente do Parlamento Amazônico e Presidente da UNALE (União Nacional dos Legislativos Estaduais). Em 2010, César Halum foi eleito deputado federal com 39.827 votos, sendo  o quinto mais votado no estado.

Twitter: twitter.com/cesarhalum

Moreira Mendes (RO)
Paulista de nascimento, Rubens Moreira Mendes Filho, além de agropecuarista, é advogado militante em Rondônia desde 1972 e procurador aposentado da Assembléia Legislativa do Estado. Foi secretário de Estado da Administração de 1991 a 1993, Senador da República de 1999 a 2002 e é presidente do PPS de Rondônia. Em 2002 se elegeu pela primeira vez deputado federal. É vice-líder do PPS e presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária. Reeleito com 35.500 votos, o parlamentar foi o quarto mais votado no estado e atribui a sua reeleição à atuação marcante em defesa da agropecuária e na discussão do Código Florestal brasileiro.

Site: www.moreiramendes.com.br/
Twitter: http://twitter.com/moreiramendes23

Alexandre Silveira (MG) *
Mineiro de Ipatinga, Alexandre Silveira começou a exercer sua liderança desde cedo. Com 16 anos foi emancipado pelos pais para abrir e administrar sua própria empresa. Já em 2004, no primeiro governo de Lula, foi nomeado diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). Nas eleições de 2006, se elegeu deputado Federal com mais de 147 mil votos, sendo o 5º mais votado de Minas Gerais. Presidiu a Comissão de Segurança Pública da Câmara e, em 2010, se relegeu deputado federal com 199.418 votos.

Twitter: twitter.com/depalexsilveira
* Vai se licenciar para comandar a Secretaria Extraordinária de Gestão Metropolitana de Minas Gerais.

Geraldo Thadeu (MG)
Mineiro de Poços de Caldas, o dentista Geraldo Thadeu tem a política no sangue. O pai, médico, foi prefeito de sua cidade e amigo de Juscelino Kubitschek. Desde os sete anos de idade já o acompanhava durante as campanhas. Na faculdade de odontologia participou das mobilizações universitárias e de questões de interesse social da região. Em 1996 foi eleito prefeito de Poços de Caldas, numa disputa acirrada. Terminou o mandato com 87% da aprovação. Dois anos depois, em 2002, elege-se deputado federal com 67% dos votos válidos somente no município. Destacado defensor da área da saúde, se reelegeu em 2006 e 2010.

Site: www.geraldothadeu.com.br/
Twitter: twitter.com/GeraldoThadeu23

Sandro Alex (PR)
Nascido em Ponta Grossa em 1972, Sandro Alex é formado em Direito pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Juntamente com Marcelo Rangel, seu irmão e que hoje é deputado estadual, fundou a Rádio Mundi FM. Iniciou sua trajetória política em 2008, quando disputou as eleições para o cargo de prefeito de Ponta Grossa. Chegou ao segundo turno, mas não foi eleito, obtendo  49% dos votos válidos na disputa com Pedro Wosgrau Filho (PSDB), que concorria à reeleição. Em 2010 foi eleito deputado federal com 95.840 votos.

Site: www.sandroalex.com.br/
Twitter: twitter.com/SandroAlex2323

Cezar Silvestri (PR) *
Natural de Guarapuava, Paraná, o engenheiro e produtor rural Cézar Silvestri elegeu-se para o primeiro mandato eletivo em 1990, quando conquistou uma na Assembleia Legislativa do Paraná. Foi reeleito nas duas eleições seguintes. Em 2002, elege-se deputado federal pela primeira vez. Na Câmara dos Deputados, foi vice-líder da bancada do PPS e titular da Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização; da Comissão de Agricultura e Política Rural e da Comissão de Constituição, Justiça e de Cidadania. Em 2010, garantiu sua reeleição com 87.586 votos.

Site: www.deputadocezarsilvestri.com.br/
Twitter: http://twitter.com/silvestri2313
* Vai se licenciar para comandar a Secretaria de Desenvolvimento Urbano do Paraná.



SUPLENTES QUE ASSUMIRÃO O MANDATO

Augusto Carvalho (DF)

Natural de Patos de Minas-MG, Augusto Carvalho veio para Brasília na década de 70.  Por concurso público, passou a trabalhar no Banco do Brasil e se formou em Sociologia. Em l980, é eleito presidente do Sindicato dos Bancários de Brasília. Em 1985, licencia-se do sindicato e, em 1986, é eleito deputado federal com a missão de integrar a Assembleia Nacional Constituinte. É reeleito para a Câmara dos Deputados em 1991-1995/1995-1999/2007-2011. Entre 2003 e 2006 atuou como deputado distrital. Agora, ao assumir o mandato, dá início ao seu quinto mandato como deputado federal. Defensor da transparência dos gastos públicos, Augusto Carvalho foi o criador da Associação Contas Abertas, iniciativa pioneira que disponibiliza dados orçamentários por meio do endereço eletrônico www.contasabertas.com.br

Site: www.augustocarvalho.com/
Twitter:twitter.com/dep_augustodf

Carmen Zanotto (SC)

Carmem Emília Bonfá Zanotto nasceu em Lages-SC. Formanda em enfermagem, iniciou sua vida político-partidária em 1991. Em 1993, assumiu a Secretaria de Saúde de Lages, tendo exercido a função até 2000. Foi presidente da Associação de Enfermeiros da Serra Catarinense; professora na Universidade do Planalto Catarinense; Presidente do Conselho Estadual de Saúde; e representa o Estado de Santa Catarina no Conselho Nacional de Secretários de Estado de Saúde. Em 2003, foi nomeada secretária-Adjunta de Estado da Saúde de Santa Catarina e, em 2006, foi a primeira mulher a ser nomeada secretária de Estado da Saúde. Assume o primeiro mandato como deputada federal.

Twitter: twitter.com/carmenzanotto

Fonte: Portal do PPS.

Roberto Freire será o entrevistado do Roda Vida (TV Cultura) desta 2ª

Publicado porAssessoria de Imprensa | categoria(s): Brasil, Eleições, política, sao paulo | em: 19-11-2010

O presidente nacional do PPS e deputado federal eleito por São Paulo, Roberto Freire, será o entrevistado do programa Roda Viva, da TV Cultura, na próxima segunda-feira (22.11).

Com apresentação de Marília Gabriela, o programa será transmitido, a partir das 22 h, pela TV Cultura de São Paulo e também no site http://www.tvcultura.com.br/rodaviva/ .

A bancada de entrevistadores será formada por Augusto Nunes e Paulo Moreira Leite, além dos entrevistadores convidados Ricardo Noblat e Silvio Navarro.

Freire parabeniza Dilma pela vitória e Serra pela dignidade e firmeza

Publicado porAssessoria de Imprensa | categoria(s): Brasil, Cidadania, Eleições, política | em: 01-11-2010

O presidente nacional do PPS, deputado federal eleito Roberto Freire (SP), disse que a vitória de Dilma Rousseff  para suceder o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi um momento importante da democracia brasileira. Ao parabenizar a petista pela eleição nas urnas neste domingo, Freire ressalvou, no entanto, que ela foi eleita com o “voto conservador”, do “Brasil menos desenvolvido”.

Freire fez questão de destacar o desempenho de José Serra (PSDB), sobretudo pela “dignidade durante a campanha eleitoral e pelo pensamento democrático mais avançado” entre os candidatos. “O Serra está de parabéns não só porque mostrou firmeza no processo eleitoral, mas por também ter representado o pensamento mais avançado da oposição brasileira”, disse, ao hipotecar a confiança do PPS no tucano.

Dilma

“O resultado da eleição demonstrou que o Brasil desenvolvido não aprova o governo Lula, porque os votos [em Dilma] significam o voto no assistencialismo, no pensamento político conservador e preconceituoso”, disse Freire, ao analisar que a candidata do PT foi eleita com os “votos do Brasil menos desenvolvido”.

Para ele, do ponto de vista nacional, a “oposição saiu fortalecida” do pleito pela eleição em primeiro turno dos governos de São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Norte. “O resultado geral foi razoável para a oposição em função do equilíbrio que ficou estabelecido”, frizou.

Segundo Freire, a oposição agora terá de avaliar a capacidade do governo eleito de liderar politicamente o país. “Neste momento isso é uma incógnita, e de qualquer forma temos de parabenizar Dilma pela vitória nas urnas”, disse.

O presidente do PPS afirmou ainda que a presidenta eleita precisará dissipar os “receios em relação à questão democrática”. “Independentemente das divergências, a oposição vai lutar para que o país continue trilhando a estabalidade do ponto de vista da democracia, com respeito às liberdades”, disse, ao acentuar o que o PPS espera do governo que toma posse em 1º de janeiro.

Para Freire, o Brasil deu um belo exemplo de democracia “e a oposição estará preparada para cumprir o seu papel”.

Fonte: portal do PPS


O Brasil e seu futuro

Publicado porAssessoria de Imprensa | categoria(s): Brasil, Cidadania, Economia, Eleições, campanha | em: 29-10-2010

Publicado no Brasil Econômico em 29/out/2010

No próximo domingo, seremos mais uma vez chamados a responder a uma questão essencial: que futuro queremos para nosso país, depois de oito anos de um governo que não fez nenhum avanço nas necessárias reformas democráticas do Estado (política, tributária, educacional etc.), por desídia ou oportunismo, e que apenas se refestelou nas conquistas de governos passados, aproveitando-se de uma situação econômica passageira na economia mundial.

Não estaremos apenas escolhendo um novo presidente entre dois candidatos, mas que país queremos ser! Um país cuja população mais pobre deva continuar dependendo do Bolsa Família ou um país que garanta aos seus filhos educação de qualidade e formação técnica capaz de torná-los cidadãos, por meio do trabalho e da repartição da riqueza socialmente produzida?

Um país maravilhoso na propaganda governamental ou um país que procura realizar seu projeto de nação enfrentando efetivamente suas precárias condições sociais, ao buscar resolver, de uma vez por todas, a criminosa questão da falta de saneamento e água tratada para metade de nossa população?

Um país que depende basicamente de produzir e exportar matérias-primas, como hoje, ou um país capaz de produzir conhecimento e uma indústria importante de manufaturados, ampliando nossa participação no comércio mundial?

Um país preso a uma das mais altas taxas de juros do mundo ou um país dotado de uma política macroeconômica que imponha uma política fiscal responsável, que garanta os instrumentos necessários para a redução dos juros e uma política cambial competitiva?

Um país preso a uma política que mantém e garante a manutenção de oligarquias de um passado que não passa ou um país moderno, com uma sociedade civil ativa que controla o Estado e participa de suas realizações?

Um país que ameaça a liberdade de opinião e de imprensa ou um país que tem nessas liberdades o fundamento de uma sociedade democrática, plural e livre, capaz de escolher seus caminhos por meio da democracia representativa, tendo na mídia um aliado na fiscalização do Estado?

Um país cuja política externa é voltada para a realização da concepção ideológica de um partido ou um país cuja política externa é voltada para preservar os interesses nacionais, comprometida com a ampliação da democracia, da autodeterminação dos povos e garantia dos fundamentais direitos humanos, colocando-se contra qualquer tipo de ditadura?

Um país cujo presidente confronta os poderes instituídos da República, ou um país onde Executivo, Legislativo e Judiciário respeitam-se mutuamente e cumprem suas funções constitucionais?

Um país onde os valores republicanos são usados em benefício de pessoas ou partidos ou um país onde o mérito, a honestidade e a transparência sejam elementos fundantes de nossa convivência democrática?

Enfim, o país que seremos será fruto da decisão que domingo definiremos. Para tanto é necessário que compareçamos às urnas com o coração leve, a cabeça erguida e confiantes que o Brasil pode mais!

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Roberto Freire é presidente do PPS

A quem serve a PTrobras?

Publicado porAssessoria de Imprensa | categoria(s): Brasil, Economia, Eleições | em: 22-10-2010

Publicado no Brasil Econômico em 22/out/2010

Como sabemos a Petrobras é uma empresa de capital aberto (sociedade anônima), cujo acionista majoritário é o governo do Brasil (União). Uma empresa estatal de economia mista, fundada em 3 de outubro de 1953 e sediada no Rio de Janeiro, fruto da luta de vários segmentos da sociedade brasileira, com destacada atuação dos comunistas, do então PCB, que sempre a perceberam como uma empresa estratégica para o desenvolvimento do Brasil.

No entanto, nos governos Lula, infelizmente a empresa transformou-se em PTrobrás, instrumento ideológico de propaganda demagógica de um tipo de economia, cuja matriz pode ser identificada no período do ex-presidente Geisel, de triste memória, e um luxuoso cabide de empregos dos “companheiros” e sua base aliada.

Desde essa época os militares trabalhavam com a ideia de “Brasil potência”, tendo as empresas estatais como carro-chefe de um tipo de economia conhecida na ciência econômica como “capitalismo de Estado”.

Uma economia baseada em uma forte intervenção do Estado, onde este esforça-se para desenvolver as forças produtivas, de forma distinta da defendida pelo liberalismo.

No governo FHC, que o antecedeu, foram desenvolvidas mudanças importantes na Petrobras, no bojo de medidas que garantiriam a estabilização da nova moeda, o real, com a aprovação pelo Congresso da quebra de seu monopólio de exploração das jazidas petrolíferas, o que abriu a possibilidade de centenas de empresas investirem no setor.

É importante frisar que todas as reservas minerais e petrolíferas ficaram sob domínio da União, como definido pela Constituição. O que se modificou foi apenas o tipo de exploração, por meio de concessões que possibilitaram que empresas privadas participassem da exploração de petróleo, que por meio de contrato exploravam determinadas áreas.

Esse novo modelo foi elogiado por todos os que atuavam no setor e incrementou as indústrias cuja produção tinha como finalidade o equipamento para prospecção, o transporte e refino do petróleo, dinamizando regiões e setores econômicos, com um crescente fortalecimento da Petrobras e de sua capacidade tecnológica, por conta da concorrência.

No poder, no entanto, o governo do PT fez durante vários anos uma campanha sistemática contra as privatizações ocorridas no período FHC.

Privatizações que viabilizaram o real e abriram as portas para a modernização de nossa economia, sem onerar o Estado, que poderia, a partir de então, concentrar-se em sua função precípua, de melhoria das condições de vida de nosso povo, como tem acontecido desde então.

Agora, mais uma vez, o governo Lula e a candidata de sua sucessão utilizam-se do velho discurso nacionalista para “denunciar” a mentira que a Petrobras seria privatizada por um futuro governo Serra.

A questão que se coloca para todos nós é: a quem serve a PTrobras no governo Lula? À sociedade ou aos “companheiros” escolhidos para dirigí-la? Essa é a questão que a cidadania deve responder em 31 de outubro.

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Roberto Freire é presidente do PPS

Serra vence debate Folha/RedeTV! exaltando valores e propostas

Publicado porAssessoria de Imprensa | categoria(s): Brasil, Eleições, campanha | em: 18-10-2010

Considerado pelo grupo de indecisos mediado pela RedeTV! e Folha de S.Paulo, promotoras do evento, como o vencedor do debate, José Serra demonstrou mais uma vez na noite neste domingo (17) os motivos que lhe conferem a posição de candidato mais preparado para assumir o comando do País a partir do dia 1º de janeiro de 2011. Além da trajetória política sólida, sempre conquistada com o apoio popular nas urnas, e da apresentação de propostas concretas, modernas e eficientes para os problemas que afligem o País, Serra ressaltou que a sua candidatura promove os valores éticos e morais, essenciais para o andamento saudável de uma sociedade civil. “Os meus valores são a verdade, a honestidade, a liberdade e a democracia, a justiça e a solidariedade”, registrou.

Defensor de um governo de “união”, o presidenciável também ratificou sua disposição de tratar todas as regiões e correntes políticas de forma equilibrada e democrática, sem prejuízos para quaisquer partes. “O que quero para o Brasil é um governo de união nacional, que não desperte o ódio dentro da sociedade brasileira”, disse.

Atento aos princípios democráticos – a luta contra a ditadura militar, na segunda metade do século passado, deixou marcas na trajetória do candidato -, Serra pediu que os brasileiros vão às ruas de “cabeça erguida” e “coração leve” nessas duas semanas antes do pleito final.   “Conquiste um voto a mais. Braços dados, cabeça erguida, coração leve para, até o dia 31 de outubro, ganhar pelo Brasil”. Voltado às discussões referentes ao futuro, o ex-governador de São Paulo se defendeu da tentativa da campanha adversária de discutir questões ultrapassadas, como a privatização de empresas estatais. “Na véspera da eleição, vem o PT, vem a candidata, e colocam no centro a questão da privatização por uma questão puramente eleitoral. Não tem nada a ver com a agenda do Brasil hoje”, argumentou.

Serra também lembrou que desde sua juventude defende o fortalecimento da Petrobrás, atualmente refém do loteamento político promovido pelo governo federal. Contrário à entrega de cargos técnicos para siglas políticas, Serra vai fortalecer empresas como a Petrobrás, os Correios, o BNDES e a Caixa Econômica Federal.

Em vez de apenas criticar ações de adversários e se referir ao passado, José Serra levou para o debate discussões sobre o rumo de temáticas fundamentais para o governo federal, como saúde, educação, segurança pública e infraestrutura. Sempre citando a situação do setor nos últimos oito anos e deixando claro quais são suas intenções como candidato a presidente para otimizá-la, Serra propôs, por exemplo: a implantação de 154 Policlínicas em todos os estados brasileiros, sem exceção, a criação do programa “Mãe Brasileira”, para gestantes e recém-nascidos, a criação de um milhão de novas vagas no ensino técnico, a reestruturação do Enem, o combate aos contrabandos de armas e drogas nas fronteiras do País, sobretudo junto à Bolívia, o fortalecimento de ações que retirem do papel obras de infraestrutura que se arrastam há anos, por exemplo. Gestor conhecido pela competência na realização de obras e ações, Serra tem como meta melhorar as estradas e construir e otimizar portos, como o de Pecém, no Ceará, e aeroportos, como o de Porto Seguro, na Bahia.

Fonte: site Serra 45

Freire participa de ato pró-Serra no PR

Publicado porAssessoria de Imprensa | categoria(s): Agenda, Brasil, Eleições, campanha | em: 14-10-2010

Nesta quinta-feira (14/10), o presidente nacional do PPS, Roberto Freire, participou de um grande ato pró-Serra em Curitiba, ao lado de Sérgio Guerra, presidente do PSDB, e de Jorge Bornhausen, presidente de honra do DEM, além de deputados federais, estaduais, prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e lideranças de praticamente todos os municípios do Paraná.

O evento, organizado pelo governador eleito do Paraná, Beto Richa (PSDB), reuniu cerca de 10 mil pessoas no tradicional restaurante Madalosso, em Curitiba, para apoiar a candidatura de José Serra à Presidência da República. “Foi um ato muito significativo. Sinal de que o Paraná vai ampliar a vitória no segundo turno. É hora de militarmos com força total para eleger Serra”, disse Freire.

Richa acredita Serra terá uma vantagem de cerca de 1,5 milhão de votos no segundo turno sobre a adversária Dilma Roussef.  “No Paraná já temos o dobro da vantagem sobre a adversária que fizemos no primeiro turno. Vamos avançar muito mais e chegar a 1,5 milhão de votos de diferença e acabar de vez com a marola vermelha”, disse Beto.  “É uma questão de patriotismo defender o Brasil e colocar o país em mãos limpas, honestas e competentes de um administrador brilhante”, afirmou. Beto reforçou a importância do trabalho de todos nesta etapa para colocar na presidência um presidente aliado.

O presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, disse que a vitória de Beto Richa em Curitiba representa a vitória da boa política, e que agora há uma nova vitória a ser construída, para que o país volte a caminhar respeitando as leis e a democracia, atendendo a todos e promovendo o bem estar das famílias. “Esta é uma eleição para decidir entre o futuro do país e o tumulto que representa a candidata adversária”, disse Guerra.


Importante parceria

O presidente nacional do PPS destacou a importância da atuação do partido no Paraná. “Elegemos bancadas expressivas. Nossas lideranças tiveram importante papel na eleição do Beto e no bom desempenho do Serra no estado. No segundo turno estaremos ainda mais ativos. O tamanho deste evento demonstra a força do nosso grupo”, disse Freire.

O deputado federal eleito por São Paulo declarou que o PPS foi um dos primeiros partidos a apoiar o tucano. “Estamos juntos desde o primeiro turno. Agora não seria diferente. É uma parceria madura em benefício do país.”

Sociólogo Demétrio Magnoli ressalta a ineficácia das pesquisas eleitorais

Publicado porAssessoria de Imprensa | categoria(s): Brasil, Eleições, campanha | em: 14-10-2010

Roberto Freire, presidente nacional do PPS, indica a leitura do artigo “Os Falsários”, de autoria do sociólogo Demétrio Magnoli, publicado nesta quinta-feira (14/10) na página A2 do jornal O Estado de S. Paulo.  Freire compartilha da opinião de Magnoli sobre os ineficazes métodos utilizados pelos institutos de pesquisas que acabam por envenenar a democracia brasileira.

“Este texto esclarece que as pesquisas eleitorais tornaram-se escusas ferramentas de campanha que servem apenas para ludibriar os eleitores e atrapalhar o processo democrático”, afirma Freire.

Confira abaixo o artigo na íntegra:

Os falsários

Demétrio Magnoli – O Estado de S.Paulo

Carlos Augusto Montenegro, o presidente do Ibope, profetizou há muitos meses uma vitória folgada de José Serra no primeiro turno. A campanha não havia começado e o Ibope não tinha pesquisas relevantes. O Oráculo falou para bajular aquele que, presumia sua sabedoria política, seria o próximo presidente. Mais tarde, durante a campanha, de posse de inúmeras pesquisas, o Oráculo asseverou com a mesma convicção que Dilma Rousseff venceria no primeiro turno. A bajulação aos poderosos de turno obedece a uma lógica inflexível. Na mesma entrevista, ele sugeriu que a oposição atentava contra a democracia ao repercutir os escândalos no governo. Cada um fala o que quer, nos limites da lei, mas o Oráculo de araque não se limita a isso: ele vende um produto falsificado.

Pesquisas de opinião declaram uma margem de erro e um intervalo de confiança. A margem de erro expressa a variação admissível em relação aos resultados divulgados. O intervalo de confiança expressa a confiabilidade da pesquisa – ou seja, a probabilidade de que ela fique dentro da margem de erro. Na noite de 3 de outubro, o Ibope divulgou as pesquisas de boca de urna para a eleição nacional e para 16 Estados, registradas com margem de erro de 2% e intervalo de confiança de 99%. Das 17 pesquisas, 12 ficaram fora da margem de erro. O intervalo de confiança real é inferior a 30%. Um cenário similar, catastrófico, emerge das pesquisas para o Senado. Há tanta diferença assim entre isso e vender automóveis com defeitos nos freios?

O Ibope não está só. Datafolha, Sensus e Vox Populi não fizeram pesquisas de boca de urna, mas suas pesquisas imediatamente anteriores também não resistem ao cotejo com as apurações. Todos os grandes institutos brasileiros cometem um mesmo erro metodológico, bem conhecido pelos especialistas. Eles usam o sistema de amostragem por cotas, que tenta produzir uma miniatura do universo pesquisado. A amostra é montada com base em variáveis como sexo, idade, escolaridade e renda. Isso significa que a escolha dos indivíduos da amostra não é aleatória, oscilando ao sabor de variáveis arbitrárias e contrariando os princípios teóricos da amostragem estatística.

O Gallup aprendeu a lição depois de errar na previsão de triunfo de Thomas Dewey nas eleições americanas de 1948. Venceu Harry Truman e o instituto mudou sua metodologia, adotando um plano de amostragem probabilística, que gera amostras aleatórias. Quase meio século depois, os institutos britânicos finalmente renunciaram à amostragem por cotas. O copo entornou em 1992, quando as pesquisas baseadas na metodologia furada previram a vitória trabalhista, mas triunfou o conservador John Major. Na sequência, uma equipe de especialistas identificou o problema e apresentou a solução. Os institutos brasileiros conhecem toda essa história. Não mudam porque a metodologia atual é mais prática e barata. Vendem gato por lebre.

A amostragem por cotas não permite calcular a margem de erro. Os institutos “resolvem” a dificuldade chutando uma margem de erro, que exibem como fruto de cálculo rigoroso. Como as eleições brasileiras costumam ter nítidos favoritos, eles iludem deliberadamente a opinião pública, cantando acertos onde existem, sobretudo, equívocos. Não é um fenômeno novo. Jorge de Souza, no seu Pesquisa Eleitoral: Críticas e Técnicas (Editora do Senado, 1990), já registrava que 16 das 23 pesquisas Ibope referentes às eleições estaduais de 1986 se situaram fora da margem de erro – o mesmo desastroso intervalo de confiança, em torno de 30%, verificado neste 3 de outubro.

Nem todos os institutos são iguais. O Datafolha conserva notável isenção partidária, embora também utilize o indefensável sistema de amostragem por cotas. O Oráculo do Ibope anda ao redor dos poderosos, sem discriminar partidos ou candidatos, farejando oportunidades em todos os lados. Marcos Coimbra, seu congênere do Vox Populi, pratica uma subserviência mais intensa, porém serve apenas a um senhor. Durante toda a campanha, o Militante assinou panfletos políticos governistas fantasiados como análises técnicas de tendências eleitorais. Dia após dia, sem descanso, sugeriu a inevitabilidade do triunfo da candidata palaciana no primeiro turno. Sua pesquisa da véspera do primeiro turno, publicada com fanfarra por uma legião de blogueiros chapa-branca, cravou 53,4% dos votos válidos para Dilma Rousseff. Errou em 6,5 pontos porcentuais, quase três vezes a margem de erro proclamada, de 2,2%.

Pesquisas, obviamente, não decidem eleições. Mas elas têm um impacto que não é desprezível. Sob a influência dos humores cambiantes do eleitorado, supostamente captados com precisão decimal pelas pesquisas, consolidam-se ou se dissolvem alianças estaduais, aumentam ou diminuem as doações de campanha, emergem ou desaparecem argumentos utilizados na propaganda eleitoral, modifica-se a percepção pública sobre os candidatos. Os institutos comercializam um produto rotulado como informação. Se fosse leite, intoxicaria os consumidores. Sendo o que é, envenena a democracia.

Beto Richa, o governador eleito em primeiro turno no Paraná, obteve da Justiça Eleitoral a proibição da divulgação de pesquisas eleitorais que não o favoreciam. A censura é intolerável, principalmente quando solicitada por alguém que se comprazia em dar publicidade a pesquisas anteriores, nas quais figurava à frente. Ele poderia ter usado o horário eleitoral para expor a incúria metodológica dos institutos e o lamentável papel desempenhado por alguns de seus responsáveis, como o Oráculo e o Militante. A opinião pública, ludibriada a cada eleição, encontra-se no limiar da saturação. Mais um pouco, aplaudirá o gesto oportunista de Richa e clamará pela censura. Que tal os institutos agirem antes disso, mesmo se tão depois do Gallup?

Ah, por sinal, qual é mesmo a taxa de aprovação do governo Lula?

SOCIÓLOGO, É DOUTOR EM GEOGRAFIA HUMANA PELA USP. E-MAIL: DEMETRIO.MAGNOLI@TERRA.COM.BR

Economista esclarece mentira de Dilma

Publicado porAssessoria de Imprensa | categoria(s): Brasil, Eleições, campanha | em: 12-10-2010

O economista e ex-diretor da ANP (Agência Nacional de Petróleo) David Zylbersztajn rebateu, por meio de nota à imprensa, as declarações da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff,  feitas durante o primeiro debate do segundo turno entre a petista e o candidato José Serra (PSDB), realizado pela TV Bandeirantes no último domingo (10/10).

Para Roberto Freire, presidente nacional do PPS, a atitude de Dilma denota desrespeito a Serra e, principalmente, aos eleitores.  ”Esta é mais uma inverdade da candidata do PT. David não é assessor de Serra, nunca foi e nem prega privatização do pré-sal, apenas diz que deve ser mantido o modelo que o próprio PT adotou com total êxito”, afirma Freire.

Provocado pela petista durante o debate, José Serra reagiu às declarações sobre privatização, sobretudo em relação à Petrobras. O tucano disse ter uma “relação especial com a Petrobras”, e assegurou ter lutado pelo fortalecimento da estatal quando líder estudantil e também na época em que foi ministro do governo de Fernando Henrique Cardoso.

Confira abaixo, na íntegra, a nota de esclarecimento de David Zylbersztajn:

ESCLARECIMENTO PÚBLICO

“Durante o debate da Rede Bandeirantes, ocorrido no último domingo, dia 10, a candidata do Partido dos Trabalhadores, sra. Dilma Rousseff referiu-se a mim de forma inverídica e tendenciosa, induzindo, deliberadamente, o eleitor ao erro.

A mesma afirmação tem sido repetida nos programas eleitorais.

Em primeiro lugar refere-se a mim como assessor do candidato do PSDB, José Serra. Devo esclarecer que não sou, nem nunca fui assessor do candidato.

Mais grave, afirma que declarei ser a favor da privatização do pré-sal! A candidata (ou quem a assessora) delira, talvez motivada por assombrações que lhe assomam, vendo uma privatização a cada esquina.

As declarações recentes sobre o assunto (e que encontram-se devidamente registradas em áudio e vídeo) foram dadas em seminário realizado pela Revista EXAME, no Rio de Janeiro, há cerca de uma semana.

Na qualidade de expositor, defendi a manutenção do atual sistema de concessões também para as futuras licitações, sejam elas no pré-sal, ou fora dele.

As áreas do pré-sal, contém, como seria de se esperar, petróleo e gás, os mesmos existentes nas áreas fora do pré-sal.

O modelo de partilha proposto, na minha opinião, é danoso aos interesses do país, por motivos diversos, que não cabem explicar em detalhes neste momento.

O pior deles refere-se à criação de uma estatal para comprar e vender petróleo. Além do mais, a proposta é danosa à Petrobras, que, queira ou não, será obrigada a participar de todos os campos do pré-sal, seja isto de seu interesse, ou não.

Por fim, nunca é demais lembrar que o exitoso modelo de concessões foi implantado a partir da Lei do Petróleo, a partir de 1999. Durante o governo FHC foram realizados 4 leilões sob este regime (num dos quais foram licitadas as áreas do pré-sal). No governo do PT foram 6. Ou seja, se este é um modelo privatizante, foi aplicado de forma bem sucedida e permanente pelo governo do qual fazia parte a candidata Dilma, inclusive na qualidade de Ministra de Minas e Energia.

Por fim, este episódio faz-me lembrar de um trecho da introdução do ‘Crime do Padre Amaro’, de Eça de Queirós, onde para uma situação semelhante, o autor afirmava tratar-se de ‘má fé cínica ou obtusidade córnea’. Neste caso, suponho tratar-se de ambas.

Esta é a verdade.”

David Zylbersztajn

Roberto Freire agradece aos paulistas e militantes por sua eleição

Publicado porAssessoria de Imprensa | categoria(s): Brasil, Eleições | em: 05-10-2010

Cidadãos e cidadãs paulistas,

Quero agradecer imensamente a todos vocês por concederem a mim o privilégio de representar a mais dinâmica e moderna unidade da federação, o Estado de São Paulo, como seu deputado federal. Estejam certos de que honrarei esses votos no Parlamento, como sempre fiz. Posso assumir este compromisso, pois em toda minha vida pública tenho atuado com a dignidade e a seriedade que esta função exige, para ser um efetivo representante da sociedade brasileira.

Agradeço, sobretudo, aos militantes, amigos e aliados que tanto trabalharam pela minha eleição. Muito obrigado pelo empenho, pelo apoio e pela dedicação de cada um de vocês nesta jornada.

Este desafio de vir para São Paulo já na terceira idade, após mais de 40 anos de vida pública e 32 anos de mandatos por Pernambuco, me rejuvenesceu. E agora me sinto ainda mais revigorado para continuar lutando por uma sociedade justa e fraterna.

A batalha, porém, ainda não terminou. Ela recomeça agora com o segundo turno. Por isso, convoco a todos e todas para trabalharmos arduamente para eleger José Serra presidente do Brasil. Ele é o candidato mais preparado para administrar este país e enfrentar seus enormes desafios. Acredito ser nosso dever cívico o de lutarmos por sua eleição. Esta será a mais importante vitória do povo brasileiro. A hora é agora!

Obrigado a todos e a todas.

Um grande abraço,

Roberto Freire
Presidente nacional do PPS e eleito deputado federal por São Paulo
A nova voz de São Paulo para o Brasil